Justiça
Publicado em 23/06/2026, às 14h17 Reprodução/Redes Sociais Redação Bnews
A Polícia Federal (PF) cumpriu nove mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (23) após a deflagração da Operação Miragem, que apura fraudes no sistema financeiro ligadas ao Banco Digimais, do bispo evangélico Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Entre os investigados estão funcionários do alto escalão da instituição financeira. De acordo com a investigação, Digimais teria manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a verdadeira situação financeira do banco.
Os alvos dos mandados de busca e apreensão são:
Marcelo de Lima Brasil, executivo do Banco Digimais;
João Alves de Campos, executivo do Banco Digimais;
Rodrigo Ruggero, executivo do Banco Digimais;
João Luiz Urbaneja, homem de confiança de Edir Macedo e dirigente do Banco Digimais;
Thiago Rodrigues Urbaneja, filho de João Luiz e dirigente do Banco Digimais;
José Roberto Giancoli Filho, dono da ID, gestora dos fundos do Digimais;
Rodrigo Balassiano, dono da ID, gestora dos fundos do Digimais;
Banco Digimais S.A.;
ID Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
A ideia dos suspeitos era burlar a fiscalização dos órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.
De acordo com a Polícia Federal, Edir Macedo não foi alvo de mandados de busca e apreensão por residir no exterior, no entanto, foi autorizado o bloqueio e sequestro de bens do bispo evangélico, assim como dos outros alvos.
O montante bloqueado foi de R$ 670 milhões.
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