Justiça
Publicado em 31/07/2026, às 12h48 - Atualizado às 12h59 BNews Cauan Borges e Claudia Cardozo
O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques, defendeu nesta sexta-feira (31) que o diálogo entre instituições, Estado e sociedade civil é fundamental para enfrentar desafios sociais e construir soluções coletivas.
📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!
Durante a abertura do 1º Fórum Estadual de Fundações da Bahia, realizado na sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o chefe do Ministério Público afirmou que “talvez só falte uma conversa” para que diferentes setores consigam alcançar objetivos comuns.
Passa, acima de tudo, por diálogo. Diálogo que é fundamental e é um exemplo que a Bahia entrega para o Brasil de entendimento entre as instituições, com a sociedade civil e que passa por essa instituição do Ministério Público, que assume esse papel de ser muito mais do que um simples fiscal”, declarou Pedro Maia.
O procurador-geral destacou que o Ministério Público deve exercer um papel que vá além da fiscalização, aproximando-se das organizações sociais e da população para compreender necessidades, características culturais e diferentes realidades vivenciadas pelas comunidades baianas.
Esse espaço, esse primeiro Fórum de Fundações da Bahia, no Ministério Público da Bahia, com muita alegria e muita honra, é o espaço para construir essas conexões, construir essa rede colaborativa que, sem dúvida alguma, vai servir para algo que é maior do que qualquer um de nós, algo que é maior do que as organizações, as instituições que nós representamos, que é o bem do povo da Bahia”, afirmou.
Ao defender a importância do diálogo, Pedro Maia recorreu à história de Canudos. O procurador-geral contou que esteve recentemente no município durante uma feira literária e relembrou a trajetória do povo de Belo Monte, massacrado durante a Guerra de Canudos, em 1897.
Segundo o magistrado, uma frase ouvida de um descendente dos conselheiristas durante a visita ficou marcada em sua memória: “Só faltou uma conversa entre o Estado brasileiro e o povo conselheirista de Belo Monte”.
A partir da reflexão histórica, Pedro Maia estabeleceu um paralelo com os desafios enfrentados atualmente pelas instituições: "Talvez aqui só falte uma conversa para que possamos conseguir nossos propósitos, nosso bem comum”, completou Maia.
Assista: