Justiça
Publicado em 12/06/2026, às 22h55 Gustavo Moreno/STF Mariana Cedrim
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou uma nota, nesta sexta-feira (12), após a Corte Suprema de Cassação da Itália negar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, determinar sua liberação e criticar a atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo envolvendo a parlamentar.
“No caso em questão, foi oferecida denúncia pela Procuradoria-Geral da República pela prática de crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente Relator, Ministro Alexandre de Moraes”, diz trecho da nota que foi assinada pelo presidente do STF, Edson Fachin.
De acordo com a manifestação, a Corte brasileira acompanha com preocupação os fundamentos apresentados pela Justiça italiana e reafirma a independência e a imparcialidade do Judiciário nacional.
O processo contra Carla Zambelli teve início após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aceita por unanimidade pela Primeira Turma da Corte. A PGR pontuou os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Para a Justiça Italiana, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, acumulou papéis incompatíveis atuando como como relator do caso da ex-deputada e, ao mesmo tempo, foi tratado como pessoa lesada por um dos crimes atribuídos.
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