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Justiça

Tudo em família: filha de Fux pode assumir lugar do pai no STF

Marianna Fux é um dos primeiros nomes da lista de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as futuras vagas do Supremo  |  TRT-RJ / Alejandro Zambrana-STF

Publicado em 07/10/2026, às 12h10   TRT-RJ / Alejandro Zambrana-STF   Redação

A desembargadora Marianna Fux pode substituir o pai, Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de abril de 2028, quando o magistrado completará 75 anos, idade máxima de permanência na Corte.

De acordo com a coluna da jornalista Mariana Dal Piva do portal ICL Notícias, Marianna é um dos primeiros nomes da lista do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as futuras vagas do Supremo.

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A próxima a se aposentar deve ser a ministra Cármen Lucia que completará 75 anos em 2029. Nos bastidores, o que se comenta é que Marianna Fux deve ser indicada para a vaga de Cármen já que Flávio deve optar pelo antigo amigo de seu pai, o ministro Jorge Oliveira para a primeira vaga que tiver disponibilidade de nomear.

Atualmente, está pendente o substituto de Barroso. O presidente Lula tinha nomeado Jorge Messias, ministro da AGU.No entanto, o Senado, de modo inédito, recusou a nomeação e há incerteza se será possível para o atual governo retomar o processo de indicação de Messias. Com isso, se eleito, Flávio poderá indicar até quatro ministros, já que o ministro Gilmar Mendes também se aposenta em 2030.

Perfil

Marianna Fux ocupa há dez anos uma vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela tomou posse em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional. Ela se tornou, na ocasião, a magistrada mais jovem a ser nomeada.

Em setembro de 2014, a candidatura foi impugnada sob a acusação de que Marianna não tinha comprovado dez anos de exercício da profissão, mínimo exigido para a vaga. O primeiro documento apresentado para atestar a atuação, enviado pelo escritório em que ela trabalhava, foi rejeitado pela Ordem. Depois, porém, a candidatura dela foi liberada.

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou, em 2013, que, à época, a atuação dela registrada no TJ-RJ não passava de seis processos, um sobre extravio de bagagem e os demais sobre espólio e dano moral. Naquela época, Marianna tinha no currículo a graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.

Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para a lista tríplice, com 125 de 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão nomeou a filha de Fux cerca de duas horas depois.

Classificação Indicativa: Livre


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