Justiça

Volkswagen responde na Justiça por acusações de trabalho escravo no período da ditadura

Volkswagen alega desconhecimento das práticas e culpa empreiteiros  |  Divulgação/Volkswagen

Publicado em 28/05/2025, às 07h54 - Atualizado às 07h55   Divulgação/Volkswagen   Yuri Pastori

A Justiça do Trabalho de Redenção irá julgar, na próxima sexta-feira (30), a empresa Volkswagen Brasil por acusações de trabalho escravo na Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA), entre 1974 e 1986, operada pela subsidiária da montadora, a Companhia Vale do Rio Cristalino Agropecuária, Comércio e Indústria (CVRC), para a criação de gado para venda, durante o período da ditadura militar. As informações são do portal Uol.

Uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) pede R$ 165 milhões em indenizações, desculpas públicas e compromissos formais para prevenção de futuras violações. No pedido são descritas jornadas exaustivas, servidão por dívida, vigilância armada, violência física e psicológica e alojamentos precários.

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A Volkswagen informou ao portal Uol que não comenta casos em andamento. Mas, a principal linha de defesa é responsabilizar os empreiteiros, além de alegar desconhecimento das práticas. Um acordo extrajudicial não teve êxito. Devido à passagem do tempo, a defesa trabalha com a tese da prescrição do caso, no entanto, há controvérsias legais. A decisão em primeira instância deve ser anunciada até o mês de julho.

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