Justiça
Publicado em 15/10/2026, às 10h02 Divulgação Eduardo Costa
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestará nesta quinta-feira (15) um novo depoimento para à Polícia Federal sobre as relações da sua ex-instituição com o Banco de Brasília (BRB). A informação é da coluna Grande Angular, do Metrópoles.
Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp!
Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março deste ano, tendo sido transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal em junho, local conhecido como Papudinha, em Brasília.
Neste processo, Vorcaro é investigado por vender R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Master supostamente falsas.
Já o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está preso desde 16 de abril deste ano. Ele é suspeito de receber propina de Vorcaro.
Um relatório da Polícia Federal, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mostra uma troca de mensagens entre Vorcaro e Paulo Henrique de outubro de 2024, onde o ex-presidente do BRB manifestou preocupação com a repercussões no mercado sobre o aumento de capital do BRB para comprar o Master e enfatizou a necessidade de “dar sinais ao mercado”.
Os diálogos ocorreram em um intervalo de tempo próximo do aumento de capital de R$ 750 milhões do BRB submetido ao Conselho de Administração.
Segundo a PF, os elementos comprovam que, já em outubro de 2024, a aquisição e a integração do Master ao BRB estavam definidas no plano estratégico decisório. Com isso, o aumento de capital e o desenho acionário seriam etapas preparatórias para a consolidação futura.
As investigações apontam ainda que após o Master entrar na base do BRB, o Banco de Brasília passou a adquirir, “em volume expressivo, carteiras de crédito, instrumentos estruturados e outros ativos originados do próprio grupo investidor, totalizando bilhões de reais em operações concentradas em curto intervalo temporal”.
“Tal dinâmica evidencia circularidade econômica e dependência financeira artificialmente construída, criando incentivo direto para internalização de ativos de maior risco, com impacto relevante sobre a solidez financeira da instituição pública”, diz trecho do relatório da PF enviado ao STF.