Cultura

119 anos do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia

Publicado em 13/05/2013, às 08h24      Vereadora Fabíola Mansur

O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia completa 119 anos neste 13 de maio de 2013. Fundado em 1894, seis anos depois da abolição da escravatura, e cinco após a proclamação da República, é carinhosamente chamado de Casa da Bahia, pois aí se conservam documentos fundamentais da nossa história, incluindo manuscritos, quadros e gravuras históricas, peças arqueológicas e artísticas de valor inestimável para a conservação e resgate da história baiana.
Como os Institutos Históricos dos demais estados da federação, tem como finalidade a promoção de estudos, do desenvolvimento e difusão dos conhecimentos de Geografia,  História e Ciências afins, além da defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico baiano e brasileiro. A “Casa da Bahia”, é a instituição cultural mais antiga do Estado e uma das que mais tem contribuído para o resgate de nossa história.

Sua bela sede, na esquina da Praça da Piedade, em estilo neoclássico eclético, dispõe de riquíssima biblioteca, sempre aberta ao publico, destacando-se sua coleção de jornais da Bahia, a maior do Estado, incluindo os primeiros exemplares do tempo do império, fonte inesgotável de pesquisa, tendo servido de matéria prima para inúmeras teses e dissertações de mestrado e doutorado nas principais universidades do Brasil e exterior. 

Embora o Instituto seja visto por alguns como uma espécie de museu, repositório de antiguidades, na verdade, é frequentadíssimo também por jovens, já que todo ano são oferecidas palestras e cursos para público universitário e em geral.  Além de noticiosa Revista, já em seu numero 107, o Instituto tem significativa lista de publicações próprias, que enriquecem as principais bibliotecas nacionais e internacionais, incluindo home Page na internet.

Dentre seus membros mais ilustres destacaram-se o engenheiro Teodoro Sampaio, os fundadores Horácio Urpia Júnior, Tranquilino  Torres e Brás do Amaral, alem dos historiadores e intelectuais Pedro Calmon, Magalhães Neto, Thales de Azevedo, Vivaldo Costa Lima, Katia Mattoso, Sá Menezes, Frederico Edelweis, Valdir Freitas , Jose Calasans, Ubiratan Castro, Jorge Calmon, Luiz Henrique Dias Tavares, Hildegardes Viana, Luiz Mott entre muitos outros destaques da inteligentsia baiana.

Não se pode falar do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia sem fazer merecido elogio a sua atual Presidente, a profa. Consuelo Pondé de Sena, já em seu sexto mandato na Casa da Bahia. Mulher destacada no panorama intelectual baiano e brasileiro, antropóloga e historiadora, é nossa principal expert em língua tupi, assistente que foi do Prof. Fredererico Edelweis. O dinamismo e empenho da Profa. Consuelo foram responsáveis pela revitalização do instituto na última década, realizando importantes melhorias em sua infraestura, modernizando e digitalizando significativa parte do acervo da biblioteca, promovendo congressos e estimulando pesquisas.

A participação destacada da profa. Consuelo Pondé de Senna nas solenidades do Dois de Julho já fazem parte da história soteropolitana, não só abrindo a cerimônia sempre com brilhante discurso alusivo à efeméride, quanto pela sua luta incansável  para que o poderes públicos estadual e municipal garantam a adequada conservação material e manutenção dos principais símbolos de nossa Independência, o Caboclo e a Cabocla, sem descurar dos dois   históricos carros que todos os anos conduzem as estátuas de seu memorial na Lapinha até o Campo Grande.

Consuelo garantiu a perfeita proteção do Caboclo e Cabocla que atravessaram em anos passados  o Atlântico para abrilhantar exposição histórica em Portugal, retornando em perfeito estado de conservação, e no entanto, vem denunciando  todos os últimos anos os riscos que ameaçam estas obras de arte no seu trajeto pelas ruas esburacadas no desfile do Dois de Julho, exigindo do poder público maior investimento na conservação deste inestimável patrimônio histórico.
Considerando a importância fundamental do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia para a cultura do município de Salvador e do nosso Estado, e levando-se em conta as dificuldades financeiras que a Casa da Bahia vem enfrentando a fim de manter suas portas sempre abertas para pesquisadores e visitantes, aproveitamos a celebração de seus 119 anos para enviar esta moção aos órgãos públicos encarregados de sua  manutenção, requerendo que ampliem no seu  orçamento anual o apoio financeiro a esta instituição fundamental para a cultura baiana, que por carência de recursos, tem seu acervo documental e artístico ameaçado por falta de adequada manutenção.

Vida longa e persistência no seu brilho secular ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e à sua dinâmica Presidente Consuelo Pondé de Senna.


Classificação Indicativa: Livre


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