Cultura
Publicado em 29/09/2026, às 13h02 Divulgação Cauan Borges
O Instituto Feira Preta abriu inscrições para a segunda edição do Prêmio Pretas Potências, que vai reconhecer 25 artistas e coletivos negros de todo o Brasil. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 16 de outubro, pelo site Prosas. Cada iniciativa poderá apresentar uma única proposta.
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Artistas individuais e empreendedores da economia criativa poderão receber R$10 mil, enquanto grupos e coletivos terão direito a R$15 mil. A premiação contempla sete categorias: música instrumental e regional, artes cênicas, artes visuais, literatura, audiovisual, patrimônio imaterial e comunicação e cultura digital.
Durante muito tempo, o Brasil aprendeu a consumir a criatividade negra sem necessariamente reconhecer quem cria e quem captura o valor econômico dessa criação. O Pretas Potências enfrenta essa distância. Não queremos apenas celebrar talentos, mas reconhecer a autoria, transferir recursos para as mãos de quem cria e ampliar possibilidades. Se a criatividade negra movimenta a cultura e a economia brasileiras, quem cria também precisa participar da riqueza que gera”, afirmou Adriana Barbosa, fundadora e diretora executiva do Instituto Feira Preta.
Podem participar artistas que se autodeclarem negros e grupos ou coletivos com maioria negra, correspondente a pelo menos 50% mais um dos integrantes. As propostas devem ser relacionadas a trabalhos realizados, lançados ou estreados entre 1º de janeiro de 2021 e 1º de outubro de 2026.
As iniciativas serão avaliadas por uma comissão de sete curadores, considerando critérios como qualidade artística, ineditismo, trajetória, impacto, diversidade e retorno social. Pelo menos 50% dos projetos selecionados deverão ser protagonizados por mulheres. O edital também prevê, caso haja candidaturas habilitadas, a seleção de ao menos uma iniciativa de cada região do país.
Reconhecer uma potência também significa criar condições para que ela continue produzindo, crescendo e alcançando novos espaços. Mais do que um prêmio, o recurso financeiro é uma ferramenta que pode garantir continuidade, estrutura e autonomia para quem historicamente precisou criar com menos acesso a investimento, crédito e oportunidades”, comentou Juliana Marra, diretora de Assuntos Corporativos, Sustentabilidade e Comunicação da Unilever.
A cerimônia de premiação está prevista para dezembro, em Belém, no Pará. A escolha da capital paraense faz parte da proposta de ampliar a presença da região Norte no encontro nacional e valorizar a produção cultural da Amazônia.
Belém não será apenas o cenário da premiação. A cidade será parte fundamental dessa construção. Queremos promover um encontro capaz de conectar diferentes territórios e reconhecer a força criativa da Amazônia, valorizando seus saberes, suas linguagens e as pessoas que fazem essa economia existir”, completou Barbosa.
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