Professora que sofreu acidente vai processar Colégio Resgate
Kathya Souza lamenta a postura ausente e distante da instituição e do diretor |
Publicado em 11/05/2014, às 19h10 Raquel Pimentel (twitter: @raquel_pimentel
A professora Kathya Souza, 62 anos, que se acidentou durante aula no último dia 30, vai entrar com processo contra o colégio Resgate, unidade Brotas. Segundo a professora, a negligência do colégio e a forma que ela vem sendo tratada pela instituição de ensino merecem ser levadas à Justiça trabalhista.
Na semana passada, a professora caiu da cadeira durante a aula, fraturou os dois braços, submeteu-se a uma cirurgia, e agora se recupera em casa. Kathya disse em entrevista ao Bocão News que o diretor do colégio, Sergio Pires, a levou no hospital e prestou os primeiros socorros. Contudo, quem pagou as despesas de cirurgia e internação foi a professora amparada por amigos.
Também em entrevista ao Bocão News, o diretor disse lamentar o acidente, mas acredita que a professora teria sido negligente e por isso teria se machucado. “É um acidente de trabalho, porém se a cadeira estivesse no lugar correto isso não teria acontecido.”, disse Sergio Pires.
As leis trabalhistas protegem o trabalhador em caso de acidente em local de trabalho, logo quem deveria ter arcado com as despesas de cirurgia e medicação seria o Colégio Resgate, além dos medicamentos pós-cirúrgicos. Mas o que o aconteceu não foi isso.
Segundo a professora, além da negligência na assistência durante os primeiros socorros, o descaso do colégio em esclarecer aos pais e alunos sobre seu estado de saúde é lamentável. “Os pais de alunos que perguntam por mim, ouvem da diretoria que eles não em informação sobre o caso. Eu estou bem, estou me recuperando e as pessoas deveriam saber disso. Eu não estou afastada por motivo de doença, e sim por acidente de trabalho”, criticou a professora.
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Durante a entrevista, a professora Kathya afirmou que o diretor Sérgio Pires, depois da repercussão do caso pela imprensa, a procurou oferecendo ressarcimento dos valores gastos durante a cirurgia (pouco mais de 4 mil reais). No entanto ela recusou e disse que depois da entrevista que o professor concedeu ao Bocão News, a atitude a ser tomada será judicial.
A professora se sentiu ofendida com as declarações do diretor e disse não ter mais nada a resolver com o colégio. “Quem vai lidar com essa questão serão meus advogados. Eu não quero mais nada do colégio, só quero que os pais dos meus alunos saibam o que está acontecendo”, declarou.
A lei é garante que o trabalhador seja assistido em caso de acidente de trabalho e ainda qual a responsabilidade civil do empregador. O colégio deveria ter dado assistência durante o ocorrido, além das medidas de esclarecimentos aos alunos e familiares que faz parte do bom senso, cordialidade e consideração com uma professora que trabalha há quase seis anos no colégio.
No perfil do facebook da professora é possível ler declarações de alunos revoltados com a postura ausente do colégio e do diretor Sergio Pires. Os alunos se queixam de não serem atualizados sobre o estado de saúde de Kathya. Agora é aguardar o que a Justiça vai resolver e quando a professora será ressarcida dos valores gastos.
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