Direto de Brasília

Gabrielle vai a Brasília para discutir pré-sal com grupo de deputados

Publicado em 10/05/2016, às 17h00      Luiz Fernando Lima (Twitter: @limaluizf)

O ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, embarcou na tarde desta terça-feira (10) para discutir pré-sal com um grupo de deputados federais interessados no assunto. Na ocasião, lamentou o que acredita ser um caminho sem volta que é a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) que abre a exploração do pré-sal para companhias internacionais e tira a hegemonia da Petrobras.
Gabrielli teve seu nome incluso no rol dos investigados de fato pela operação Lava Jato na ultima semana,  após ser citado pelo ainda senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) em delação premiada. Quanto a isso, o petista histórico afirma que tem tranquilidade para provar, outra vez, sua inocência. Repete o mantra de que desde o início da operação suas contas e sífilis foram todos quebrados e nenhum indício de desvio identificado. O que depõe contra o petista é que a maior parte dos crimes investigados aconteceu durante a sua gestão no comando da companhia, o que em si não representa culpa, mas certamente o empurra para o meio da Lava Jato.
Ao comentar o pré-sal, assunto que o leva a Brasília nesta semana, Gabrielli afirma que o preço da extração está em um bom parâmetro,  algo em torno dos US $ 22 o barril. Portanto, para ele, é contraproducente retirar antecipar as receitas com a abertura dos poços. "A crise vai se arrefecer em breve, 3 anos talvez sejam necessários para mudar a curva, mas a Petrobras pode esperar este tempo. A disputa de mercado entre Arábia Saudita e EUA que derrubou o preço do petróleo também tem prazo. Acredito que estão focando algo muito a curto a prazo e se esquecendo de que num futuro de médio prazo manter a participação como está é aos interessante e lucrativo", disse ao Bocão News. 
Gabrielli acredita que estes argumentos, lamentavelmente, não serão suficientes para convencer os que defendem a abertura, principalmente, após a saída da presidente Dilma Rousseff e ascensão de Michel Temer (PMDB-RJ). 

* Luiz Fernando Lima é editor de política do Bocão News e correspondente do site na capital federal 

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