Não é novidade que a crise tem atingido diversos segmentos do mercado no Brasil, e o comércio é um dos setores que tem sentido bastante impacto dos reflexos desta dificuldade financeira. Como prova disso, apenas no mês de maio, as vendas registraram taxa negativa de 16,6% em relação a igual mês do ano passado.
Na análise, o comércio varejista no estado baiano se manteve em queda (-1,9%). Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
Essa redução na Bahia ocorre em um cenário de comprometimento da atividade econômica, apesar do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas avançar 3,5 pontos em abril e maio, ao passar de 64,4 para 67,9 pontos.
Os dados revelam que todos os oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento negativo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos(-11,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-12,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,8%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico(-16,4%); Combustíveis e lubrificantes (-19,7%); Móveis e eletrodomésticos (-20,8%); Tecidos, vestuário e calçados (-21,6%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-23,8%).
Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, têm-se, por ordem decrescente a repetição do mês imediatamente anterior:Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; Combustíveis e lubrificante; e Móveis e eletrodomésticos.
Classificação Indicativa: Livre