Economia & Mercado

Dia dos Pais: vendas devem ter 'aumento tímido' de até 5%, aponta Fecomércio-Ba

Presidente da Federação segue otimista na melhora da economia em todo país, afirma presidente  |  Adenilson Nunes

Publicado em 10/08/2018, às 12h39   Adenilson Nunes   Caroline Gois

Apesar da crise, desemprego e bolso vazio para muitos consumidores, o mercado aposta que o Dia dos Pais trará bons resultados para o setor. Ainda que tímido, a alavancagem nas vendas devem chegar a 5%. No ano passado, depois de dois anos consecutivos de queda, o comércio de presentes em todo o país aumentou 2,5% na semana da data (entre 7 e 13 de agosto), na comparação com a semana equivalente em 2016 (de 8 a 14 de agosto), segundo a Serasa Experian.


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"Nós entedemos que estamos passando um momento muito difícil na economia, na política, na ética e na moral e, entedemos que o Dia dos Pais é uma data que tem menos movimento que Natal e Dia das Mães", ressaltou o presidente do Fecomércio-Ba, Carlos Andrade. Em quarto lugar na lista de vendas das datas comemorativas do ano, o Dia dos Pais perde para Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, mas não deixa de trazer esperança para o setor. "A grande questão hoje é que o consumidor não tem a confiança de fazer débito porque não há confiança no país ainda. Estamos economicamente e moralmente estraçalhados", afirmou Andrade, que ainda assim diz estar otimista. "Quando não tem emprego, fica a insegurança. Mas, em cima deste crescimento das vagas de trabalho, apesar de modesto, as coisas vão voltando devargazinho. Esperamos com otimismo", afirmou.

Este ano, em todo país, a data deve movimentar R$ 5,4 bilhões no varejo. A expectativa é que as vendas tenham um crescimento real de 2,5% em relação à mesma data de 2017, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A previsão é que a compra de presentes corresponda a 8,3% de todo o faturamento esperado para o mês de agosto.

Se confirmado, o avanço pelo segundo ano consecutivo no volume vendido pelo comércio varejista ainda não seria suficiente para compensar as perdas registradas em 2015 (-2,1%) e 2016 (-9,4%). Em 2017, houve aumento de 3,6% nas vendas.

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