Economia & Mercado

Com prejuízo no quarto trimestre, Caixa tem lucro de R$ 10 bi em 2018

O prejuízo do quarto trimestre foi de R$ 1,1 bilhão, ante lucro de R$ 6,2 bilhões no mesmo período de 2017  |  Divulgação

Publicado em 30/03/2019, às 08h41   Divulgação   Folhapress

A Caixa registrou prejuízo contábil no último trimestre de 2018, reflexo de uma decisão do banco de reprecificar no período ativos financeiros (debêntures) e não financeiros (relacionados a imóveis que não são usados pelo banco).

O prejuízo do quarto trimestre foi de R$ 1,1 bilhão, ante lucro de R$ 6,2 bilhões no mesmo período de 2017. No ano, o banco encerrou com lucro de R$ 10,4 bilhões, queda de 17% na comparação com o ano anterior.

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Descontados os efeitos extraordinários da reprecificação (impairments), a Caixa teve lucro líquido recorrente de R$ 12,7 bilhões, alta de 40% na comparação com 2017. "O que a gente espera é que agora o resultado contábil se aproxime do recorrente", afirmou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.
O banco atribuiu o resultado recorrente ao aumento nas receitas em concessões de crédito e também com tarifas. A carteira de crédito recuou.

Houve uma redução nas despesas para cobrir eventuais calotes e aumento 15,5% na margem financeira (spread) em 2018, para R$ 36 bilhões.

A carteira de crédito recuou 1,7%, a R$ 694,5 bilhões, na contramão do setor, que expandiu a oferta de empréstimos em 2018.

Segundo Guimarães, a carteira pode continuar caindo porque o banco vai mudar o perfil das concessões, especialmente para pessoa jurídica.

"Vamos focar a padaria do seu Joaquim, porque a padaria tem spread muito maior que empresas gigantescas. E vamos focar as pessoas com renda menor. A Caixa, como banco social, é focada em clientes de menor renda", diz.

Ele diz que o banco vai focar o consignado e lançar o cartão de crédito consignado no mês que vem.
Haverá também expansão do crédito imobiliário e o banco continuará atuando no programa habitacional Minha Casa Minha Vida, afirmou Guimarães.

Ele diz que haverá crescimento no crédito imobiliário, após retração nos últimos dois anos. Guimarães reforçou o plano de privatizações de segmentos como a Caixa Cartões.

"A Caixa tem 90 milhões de cartões de débito e só 5 milhões de cartão de crédito", disse em referência ao objetivo de ampliação da atuação no mercado.

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