Economia & Mercado

Aumento de compras em free shops pode ajudar aeroportos em dificuldade

Governo ampliou para US$ 1.000 teto para gastos de viajantes   |  Reprodução

Publicado em 17/10/2019, às 07h04   Reprodução   Joana Cunha, Painel SA, Folha

A decisão da gestão Jair Bolsonaro de elevar para US$ 1.000 o limite de compras feitas em free shops, abrindo mão de arrecadação prevista pela Receita Federal, acontece em um momento em que as concessionárias de aeroportos pedem a renegociação de pagamentos ainda devidos ao governo. A medida coloca no setor a discussão sobre quem vai se apropriar dos possíveis ganhos com a mudança, além dos viajantes que poderão consumir mais nos estabelecimentos.

Portela, presidente da Ancab (associação de concessionárias), diz que elas saem ganhando porque os aluguéis cobrados das lojas dos aeroportos costumam ter uma parcela variável atrelada às receitas de vendas.

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Portela ressalva que não há previsão para que os aeroportos renegociem os contratos em  vigor com as lojas. A Anac afirma que não rege as relações entre as concessionárias e os varejistas.

O setor evita tratar do assunto publicamente. Procurados para comentar sobre estimativas de aumento  de receita após o definição do novo limite de US$ 1.000, Viracopos e Guarulhos não se manifestaram.

Em recuperação judicial, o aeroporto de Campinas acumula pedidos de reequilíbrio contratual. Guarulhos  também tem feito esforços para renegociar pagamento de outorga.

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