Economia & Mercado

Após custar R$ 5,80, dólar tem leve queda e se estabiliza

Às 13h02, desta sexta-feira, a moeda norte-americana recuava 0,14%, cotada a R$ 5,7578  |  Marcello Casal Jr Agência Brasil

Publicado em 30/10/2020, às 13h10   Marcello Casal Jr Agência Brasil   Redação BNews

Depois de chegar a R$ 5,80, o  dólar passou a operar com instabilidade na tarde desta sexta-feira, (30), a moeda norte americana caminha para fechar a semana e o mês com valorização, em meio às preocupações com a trajetória da dívida pública e com uma nova rodada de lockdowns na Europa afetando as perspectivas para a recuperação da economia global.

Às 13h02, desta sexta-feira, a moeda norte-americana recuava 0,14%, cotada a R$ 5,7578. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,8080; na mínima, foi a R$ 57451.

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Na última quinta-feira, (29), o dólar fechou em alta de 0,11%, a R$ 5,7661, no maior valor desde 15 de maio. O câmbio do turismo chegou a R$ 6,0352. Na parcial do mês, acumula alta de 2,63%; no ano, a moeda estrangeira tem valorização de 43,80%.

Recuperação

Dados divulgados nesta sexta mostraram que a economia da zona do euro teve uma recuperação forte no 3º trimestre, após tombo histórico entre os meses de abril e junho. O Produto Interno Bruto (PIB) da região registrou uma alta histórica de 12,7% na comparação com o trimestre anterior, acima do esperado pelo mercado.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, no entanto, o conjunto das 19 economias que usam a moeda comum europeia ainda aponta queda de 4,3%, mostraram nesta sexta-feira (30) dados preliminares da agência europeia de estatísticas, Eurostat.
A Europa, no entanto, está totalmente imersa na segunda onda da pandemia do coronavírus, a ponto de vários países do bloco terem voltado a adotar restrições drásticas, o que afeta as perspectivas para a recuperação econômica.

Por aqui, seguem as preocupações com a situação fiscal do país e sustentabilidade das contas públicas, além da capacidade do governo de avançar numa agenda de reformas, têm dominando as atenções dos investidores, sendo apontadas como os principais fatores de pressão sobre o real.

A taxa de juros em mínimas históricas também faz com que o Brasil se torne menos atrativo para investidores internacionais, em razão do diferencial de juros na comparação com outras economias, reduzindo o fluxo de dólares para aplicações financeiras no país, o que também contribui para um patamar de câmbio mais alto.

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