Economia & Mercado
Publicado em 04/10/2025, às 11h23 Reprodução / Pixabay Leonardo Oliveira
O Walmart, maior rede de varejo do mundo e considerado o maior empregador do planeta, com 2,1 milhões de funcionários, através de seu CEO Doug McMillon, assumiu publicamente que a Inteligência Artificial (IA) vai transformar de vez o mercado de trabalho. Segundo o CEO, nenhum emprego será poupado.
“É muito claro que a IA vai mudar literalmente todos os empregos”, disse McMillon em uma conferência com executivos de grandes empresas em Bentonville, no Arkansas, sede do Walmart.
A empresa movimenta mais de 600 bilhões de dólares em receita anual e já iniciou o corte de postos em centros de distribuição passando a automatizar parte das tarefas em lojas, de acordo com o jornal norte-americano Wall Street Journal.
Além disso, ela criou novas funções especializadas em IA e contratou executivos com experiência em plataformas de tecnologia para liderar essa transformação.
Planejamento
O Walmart passou a colocar a IA como tema fixo nas reuniões de planejamento estratégico desde 2023. A empresa criou modelos que monitoram quais funções devem sumir, quais podem crescer e onde há lacunas de capacitação. O objetivo é treinar quem for possível e substituir quem não for.
“Talvez exista um emprego no mundo que a IA não vá mudar, mas eu ainda não pensei em qual seria”, disse McMillon. A mensagem foi clara, inclusive para os funcionários da empresa. Segundo ele, o foco agora é “criar a oportunidade para todos conseguirem passar para o outro lado”.
Isso pode significar que cerca de 2,1 milhões de funcionários devem se manter estável pelos próximos três anos. No entanto, o tipo de trabalho executado será outro.
“Ainda não temos todas essas respostas. Precisamos fazer nosso dever de casa”, afirmou Donna Morris, chief people officer do Walmart. Em vez de reduzir a estrutura de maneira agressiva, o Walmart está promovendo um redesenho de funçõe
Determinadas áreas vão passar por uma reformulação total com base em automação e ferramentas generativas. Já outras, como logística de última milha e atendimento personalizado, devem ganhar mais protagonismo e mais gente.
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Novos agentes
O Walmart construiu chatbots, chamados de “agentes”, para automatizar interações com clientes, fornecedores e até com funcionários. Também começou a monitorar dados de sua cadeia de suprimentos e de comportamento de consumo com sistemas que utilizam IA como base.
Uma nova função criada despertou cuirosidade. Trata-se do cargo de agent builder, focado em criar soluções de IA para apoiar os times comerciais. A empresa também passou a investir mais em áreas operacionais que exigem presença humana, como manutenção, padarias, entregas e logística.
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