Economia & Mercado
Publicado em 05/08/2026, às 19h32 Marcello Casal jr/Agência Brasil Mariana Cedrim
Com a desaceleração da inflação, que em julho subiu apenas 0,06%, segundo o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o Banco Central reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira de 14,25% para 14% ao ano. A redução foi decidida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), formado pelos diretores do Banco Central.
"A inflação cheia desacelerou, porém ainda acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta", justificou o Banco Central ressaltando que condução fiscal da economia pelo governo continua exigindo cautela.
Mesmo conseguindo manter a redução, o Copom evitou dar garantias sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic nas próximas reuniões e destacou que tamanho do ajuste na política monetária será definido conforme a evolução dos indicadores econômicos, para garantir que a inflação volte à meta.
Antes da decisão do Copom, que foi unânime, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou, durante uma entrevista, sobre a importância em resolver a taxa de juros. "O único gasto que a gente faz de verdade é pagar R$ 1,2 trilhão de dívida de juros (...) Aqui no Brasil, o Estado foi aprisionado pela Faria Lima."
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