Economia & Mercado
Publicado em 08/01/2025, às 10h36 Divulgação / Pixabay Publicado por Vagner Ferreira
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), lançou, nesta terça-feira (7), um edital de chamamento público com o objetivo de fomentar projetos voltados aos minerais estratégicos no Brasil.
O programa conta com um orçamento de R$ 5 bilhões, que será destinado a linhas de crédito, participação acionária em empresas e recursos não reembolsáveis. Os investimentos visam fortalecer pesquisas, ampliar capacidades produtivas e promover o desenvolvimento e a inovação (PD&I) relacionados à transição energética e à descarbonização.
O edital abrange cadeias produtivas de minerais como lítio, terras raras, níquel, grafite e silício, entre outros. Também busca incentivar a fabricação de componentes como células de baterias, células fotovoltaicas e ímãs permanentes.
Os recursos serão direcionados para viabilizar novas capacidades industriais, condicionados ao progresso dos projetos e às tecnologias envolvidas, com perspectiva de atrair novos investimentos nos próximos anos.
Destaque na produção de minerais estratégicos
O Brasil se destaca mundialmente pela produção de minerais estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e a descarbonização. O país possui a maior reserva e produção global de nióbio, além de ser o segundo maior produtor de grafite natural, o terceiro de níquel e terras raras, e o quinto maior de lítio e silício.
Com essas reservas, o Brasil tem potencial para se tornar um dos principais fornecedores de materiais críticos para a agenda de transição energética. Recentes validações de reservas brasileiras aumentaram os aportes voltados à produção de lítio e terras raras.
Liderança e visão estratégica
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o edital mobilizará diversos elos das cadeias produtivas dependentes desses minerais. “Mineradores e detentores de tecnologias, tanto no Brasil quanto no exterior, poderão formar parcerias e contar com as melhores opções de financiamento para desenvolver indústrias no país”, afirmou.
Já o presidente da Finep, Celso Pansera, reforçou o papel estratégico do Brasil. “Com sua ciência avançada e vastas reservas de minerais estratégicos, o Brasil está em posição privilegiada para liderar a transição energética global. Queremos ir além de fornecedores de recursos naturais, sendo protagonistas na criação de tecnologias sustentáveis, com impacto positivo para a economia e a qualidade de vida das pessoas, agora e no futuro”, declarou.
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