Economia & Mercado
Publicado em 16/05/2025, às 07h27 Divulgação / Petrobras Publicado por Vagner Ferreira
A Petrobras, por meio da presidente da estatal Magda Chambriard, já enviou quatro cartas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), solicitando fiscalização em Foz do Amazonas. De acordo com a coluna de Miriam Leitão, do jornal O Globo, a empresa alega ter cumprido com os critérios exigidos e está apta a realizar perfurações no local .
A presidente da empresa nega, no entanto, que esteja pressionando o Ibama. “No ano passado, nos comprometemos a entregar as últimas exigências do Ibama. A última foi mais um centro de despetrolização da fauna, agora no Oiapoque. Num primeiro momento colocamos barcos de alta velocidade para o centro de Belém (que o Ibama avalia que é muito longe do local da possível exploração), e reduzimos bastante o tempo. Construímos um novo e foi entregue no final de março, que foi autorizado pelo instituto amapaense ambiental. Então, nós temos licença. Avisamos ao Ibama que estamos prontos para a fiscalização dessa área. E o Ibama tem que nos fiscalizar enquanto autorizador. Em Oiapoque, foi instalado o maior plano de emergência individual feito no mundo”, explicou, segundo a reportagem.
A empresa informou que a sonda está limpa e pronta para perfuração, mas falta autorização da licença pré-operacional. “Como entregamos tudo logo no início de abril e estamos em maio, toda semana avisamos ao Ibama: ‘olha, está tudo pronto aqui’. Esta é a quarta carta informando que estamos prontos para ser fiscalizados”, comentou Magda ao Globo.
A diretora do Ibama fez críticas à privatização da estatal e disse que, desde janeiro de 2023, os preços tiveram queda para o consumidor e estão 36% mais baratos, com o diesel a menos 26% e a gasolina com baixa de 11%. Vale ressaltar que o barril de petróleo registrou, recentemente, altas quedas no mercado internacional.
Quando questionada sobre a redução do consumo de petróleo devido às mudanças climáticas, Magda respondeu: “Quando eu assumi, a primeira pergunta que eu fiz foi essa: seremos uma empresa de combustível fóssil, produtora de pré-sal, e acabou? Ou a empresa vai ser longeva, forte e relevante por bastante tempo? Colocamos em números. Hoje, fornecemos 31% da energia primária do Brasil. O Brasil vai crescer 60% até 2050. Temos que fazer uma reposição das reservas, mas ao mesmo tempo vamos fazer grandes investimentos em renováveis. Vamos voltar ao etanol, reforçar nossa participação em biodiesel, investir em eólica, fazer hidrogênio verde, replantar floresta”, disse.
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