Economia & Mercado
Publicado em 17/08/2026, às 11h29 Divulgação Redação BNews
As ações das Casas Bahia registraram forte queda nesta segunda-feira (17), após a varejista confirmar o pedido de recuperação judicial à Justiça de São Paulo. Os papéis chegaram a cair cerca de 30% no início do pregão, sendo negociados abaixo de R$ 0,50.
Na sexta-feira (14), antes do anúncio, as ações fecharam a R$ 0,66. Desde o início de 2026, os papéis já acumulam uma queda próxima de 85%.
O pedido apresentado pela Casas Bahia à Justiça de São Paulo envolve a empresa e outras nove companhias do grupo. A intenção é renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas e reorganizar a estrutura financeira para manter as operações.
Em 2024, a varejista já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial, quando buscou renegociar cerca de R$ 4,1 bilhões em débitos.
Segundo a empresa, entre os fatores que contribuíram para o agravamento da crise estão os juros elevados, o encarecimento das dívidas, a restrição ao crédito, a redução do consumo e os investimentos realizados em tecnologia e logística.
O anúncio da recuperação judicial ocorreu no mesmo fim de semana em que a companhia divulgou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Desse total, aproximadamente R$ 9,1 bilhões correspondem a ajustes contábeis, sem impacto imediato no caixa. Apesar do resultado negativo, a receita líquida avançou 1,6% no período, chegando a R$ 6,98 bilhões, enquanto as vendas online cresceram 15,3%, para R$ 2,8 bilhões.
Nos últimos anos, a Casas Bahia adotou diferentes medidas para tentar reduzir despesas. O processo incluiu fechamento de unidades, cortes no quadro de funcionários e redução de investimentos e estoques.
Neste ano, a varejista informou o fechamento de quase 300 lojas e a demissão de cerca de 3 mil trabalhadores.
Casas Bahia confirma pedido de recuperação judicial após contrair dívidas de R$ 17 bilhões