Economia & Mercado

China pode recorrer à exportação de soja brasileira, após eleição americana; entenda

Candidato eleito pelos Estados Unidos pode optar por taxação da soja exportada  |  Divulgação/Pixabay

Publicado em 24/10/2024, às 11h04 - Atualizado às 11h25   Divulgação/Pixabay   Publicado por Vagner Ferreira

As eleições nos Estados Unidos estão previstas para acontecer no próximo dia 05 de Novembro. Com isso, os produtores do agronegócio estão tentando exportar a quantidade máxima de produtos antes deste período, temendo o resultado dos votos e, consequentemente, crise no setor. 

De acordo com informações da Folha de São Paulo, com base em dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a exportação de soja no país americano está em nível recorde durante um período de 14 meses. 

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Atualmente, uma média de 2,5 milhões de toneladas de soja estão disponíveis para serem exportadas, sendo, aproximadamente 1,7 milhão de toneladas com destino à China, representando o maior volume anual. 

Apesar do aumento no envio, os produtores avaliam que esse serviço é temporário, podendo ter oscilação referente aos valores das safras e das exportações nos meses seguintes. Isso porque o candidato à presidência, Donald Trump, tem sido favorável à taxação durante a transição, o que pode resultar na falta de interesse dos países pelos produtos estadunidenses a partir de janeiro. 

Assim, o Brasil acaba se tornando um dos beneficiários, pois a China acaba recorrendo à soja brasileira, pagando uma média de US$ 0,40, que é equivalente a R$ 2,28 do real brasileiro. 

"Os chineses não sabem quais serão os custos finais em relação às tarifas. Eles estão evitando os Estados Unidos de janeiro em diante", disse o presidente da AgResource, Dan Basse, em reportagem à Folha.

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