Economia & Mercado
Publicado em 13/09/2024, às 13h10 A Wework está passando por dificuldades globais e pediu recuperação judicial nos Estados Unidos em novembro de 2023 - Reprodução / Redes Sociais Publicado por Vagner Ferreira
A empresa de coworking, WeWork enfrenta crises financeiras no Brasil e, como resultado, não está pagando os aluguéis de seus espaços. Isso tem levado os clientes que utilizam esses espaços a temer despejos e a buscar novas alternativas com os concorrentes. As informações são do jornal Valor.
Embora muitas empresas funcionem remotamente, há preocupações legais, como a necessidade de ter um endereço físico para operar no país. A WeWork está passando por dificuldades globais e pediu recuperação judicial nos Estados Unidos em novembro de 2023, processo que foi encerrado em junho de 2024.
Nos últimos dias, fundos imobiliários que alugam imóveis para a WeWork emitiram alertas sobre a inadimplência da empresa e ameaçaram com ordens de despejo. Alguns clientes souberam da situação pela mídia e passaram a migrar para concorrentes, que estão expandindo seus negócios em meio à crise.
Um dos concorrentes é a GoWork, que possui 40 mil m² de escritórios compartilhados em São Paulo. De acordo com o CEO Fernando Bottura, a empresa já fechou 32 contratos e está avaliando a demanda por outras 2,8 mil estações de trabalho, pois vários clientes da WeWork já entraram em contato.
Outro concorrente é o IWG (International Workplace Group), que opera as marcas Regus e Spaces. A empresa também fechou contratos com clientes da WeWork e assumiu um prédio da WeWork na zona oeste de São Paulo, atualmente ocupado em 50%. O IWG está interessado em outros imóveis da WeWork.
De acordo com uma pesquisa de mercado realizada pela Newmark, se a WeWork deixar todos os seus espaços em São Paulo, a taxa de vacância na cidade pode subir de 21,8% para 24,5%, com áreas como Pinheiros e Berrini sendo mais impactadas.
Os clientes estão incertos sobre as condições de saída e possíveis multas. O advogado imobiliário Paulo Rodrigues, do escritório Dias Carneiro, explicou que os contratos da WeWork são de prestação de serviços, e não de aluguel direto, o que pode complicar a relação jurídica entre inquilino e proprietário.
A WeWork afirmou em nota que não tem conhecimento de ordens de despejo e que continua operando seus imóveis. O atraso nos pagamentos visa acelerar as negociações para resolver os problemas de forma benéfica para todas as partes.
Gerente da BHP no Brasil destaca importância de diversidade nas empresas; veja o vídeo
WeWork atrasa pagamento de aluguéis e afeta 230 mil investidores de 5 fundos imobiliários