Economia & Mercado
Publicado em 14/03/2025, às 10h31 - Atualizado às 10h40 Divulgação / Pixabay Verônica Macedo
A preocupação com a estética íntima tem crescido significativamente no Brasil. O país, que lidera o ranking mundial de cirurgias plásticas desta categoria, superando até mesmo os Estados Unidos, conta com mais de 18 mil procedimentos realizados ao ano, contra 13 mil nos EUA, conforme dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). A região Nordeste se destaca nessa tendência.
Segundo dados do setor, a busca por procedimentos voltados à região íntima aumentou cerca de 50%, impulsionada por fatores como o avanço das técnicas, a valorização do bem-estar feminino e a desmistificação do tema. O sucesso evidencia uma tendência de mudanças culturais e sociais.
“As mulheres têm se sentido mais à vontade para falar sobre suas necessidades e buscar alternativas para o próprio bem-estar. Isso abre espaço para mais debates sobre sexo e qualidade de vida, que são tópicos que precisam de mais informações compartilhadas para proteção feminina”, explica a Dra. Jacqueline Ferraz, fundadora da Clínica Corpo e Mente, que é pioneira na área em regiões como a Bahia.
Técnicas inovadoras na Bahia
A área reúne um conjunto de procedimentos voltados para a harmonização da região genital feminina. “A estética íntima vai além da aparência. Muitas mulheres relatam melhora na autoestima e até no conforto íntimo após os procedimentos”, exclama a médica. Entre os procedimentos mais procurados estão a labioplastia, que reduz os pequenos lábios vaginais para melhorar o conforto e a estética da região; o clareamento íntimo, feito com laser ou peelings químicos para uniformizar o tom da pele; e a radiofrequência íntima, que melhora a flacidez, a lubrificação e a elasticidade da região vaginal.
Além disso, as clínicas do setor oferecem microfisioterapia, que auxilia no desbloqueio de traumas emocionais e físicos armazenados nas células do corpo humano, e diferentes tipos de cirurgias íntimas, conforme a necessidade de cada paciente.
Alerta para evitar cicatrizes inadequadas
Apesar do sucesso ser positivo pela quebra de tabus, Jacqueline alerta para a importância da busca por profissionais qualificados, que evitem riscos como infecções e cicatrizes inadequadas. “O profissional precisa ser especializado em ginecologia, cirurgia plástica ou dermatologia com atuação em estética íntima. É importante checar o histórico e você pode solicitar imagens de antes e depois, respeitando o sigilo dos outros pacientes. Solicite uma consulta inicial de avaliação e, claro, verifique o CRM do médico, que pode ser checado no site do Conselho Federal de Medicina”, conclui.
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