Economia & Mercado

"Crise hídrica não nos preocupa ao chegar na Sabesp", diz CEO da Equatorial

A nova diretoria da companhia privatizada deve assumir no começo de outubro  |  Divulgação/Sabesp

Publicado em 24/09/2024, às 17h47   Divulgação/Sabesp   Melissa Lima

Augusto Miranda, CEO da Equatorial, empresa que vai assumir a administração da Sabesp após a privatização, afirmou nesta terça-feira (24) que os dados hídricos de São Paulo não apontam para uma crise que possa prejudicar os planos da empresa ao assumir à campanhia.
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A nova diretoria da companhia, agora privatizada, deve assumir no começo de outubro. O momento, porém, é delicado, já que o Brasil vive uma das piores secas de sua história, e São Paulo está com os níveis dos mananciais muito baixos.
Segundo O CEO, o trabalho de adaptação da Sabesp na crise hídrica de 2014 foi satisfatório, e agora a empresa ainda conta com sistemas de monitoramento online que permitem fazer uma gestão aprimorada.
“Os reservatórios estão em torno de 50% do nível, então não me parece preocupante. Não vejo problema”, afirmou o executivo após participar de painel sobre saneamento em evento do Banco Safra.
Sobre a possibilidade de fazer investimentos adicionais em segurança hídrica, Miranda afirmou que é natural que a a empresa pense nisso, mas garantiu que, de acordo com os dados, não é necessária urgência nisso. 
O CEO ainda disse que a necessidade de um racionamento de água logo na chegada da Equatorial à Sabesp não necessariamente será um problema.
“O que eu sei é que, desde 2014, foram feitas obras estruturais, interligação de sistemas, isso desestressou o sistema Cantareira, e eu não vejo hoje esse risco iminente”, disse.
Durante o painel sobre saneamento, ele também fez elogios à Sabesp e ao quadro técnico da companhia.
“Quando se olha a Sabesp, você vê que ela tem um quadro formidável, é uma plataforma. Você tem um dos melhores quadros de vida da América Latina, até do mundo, e você enxerga uma empresa que tem um potencial grande”, disse.

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