Economia & Mercado
Publicado em 13/11/2025, às 10h56 Tomaz Silva/Agência Brasil Vagner Ferreira
Enfrentando crise financeira, os Correios estão buscando uma solução para arcar com os custos elevados de juros dos bancos privados e para suprir a necessidade de garantias para obter o empréstimo de R$ 20 bilhões com aval da União para fechar as contas de 2025 e 2026, conforme aponta o jornal O Globo.
A estatal acumula prejuízo de R$ 4,3 bilhões em 2025, resultado de um aumento elevado no segundo trimestre deste ano. O plano de empréstimo começou a ser cogitado em outubro e envolve BTG Pactual, Citibank, ABC Brasil e o Banco do Brasil.
Entretanto, a tarifa cobrada está sendo considerada muito alta – cerca de R$ 3 bilhões por ano só de juros. O desafio está sendo encontrar uma instituição com um valor que seja menor.
De acordo com a reportagem, a instituição precisa de, ao menos, R$ 5 bilhões, para poder arcar com as dívidas de 2025, e assim, não afetar o pagamento de salários e nem de fornecedores. A cúpula da Fazenda acredita que é preciso ter metas mais definidas sobre o plano de reestruturação dos Correios. Em negociações, surgiu um pleito para aval prévio do Tribunal de Contas da União (TCU).
A situação se agrava enquanto não há liberação do novo empréstimo. Os Correios tiveram que renegociar o empréstimo de R$ 1,8 bilhão. Segundo a reportagem, o plano de reestruturação pretende fechar uma média de mil agências, unidades operacionais e o programa de desligamento voluntário (PDV) – este último, para economizar R$ 830 milhões.
A nova gestão dos Correios planeja reduzir custos fixos da folha de pagamento, que contém cerca de 80 mil empregados, para atendimento nos 5.570 municípios do país.
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