Economia & Mercado

Crise sem precedentes! Gigante dos automóveis confirma demissão em massa de 4 mil após rombo milionário

Com custos fora de controle, rombo nas vendas e concorrência chinesa, a Jaguar Land Rover prepara passaralho de bilhões para não quebrar  |  Divulgação

Publicado em 05/09/2026, às 15h40   Divulgação   Tiago Di Araújo

O fantasma da crise global no setor automotivo fez mais uma vítima de peso. A Jaguar Land Rover, maior montadora do Reino Unido, prepara um passaralho histórico para os próximos dois anos. A empresa iniciou o aviso aos seus trabalhadores sobre a implementação de um agressivo plano de demissões que deve eliminar cerca de 4 mil postos de trabalho. As informações foram reveladas pelo influente jornal britânico The Times.

A medida drástica visa estancar uma sangria financeira sem precedentes. Em nota enviada à Bloomberg, a montadora confirmou o lançamento de um programa de demissão voluntária com a meta de economizar aproximadamente 1,7 bilhão de libras — o equivalente a espantosos R$ 11,8 bilhões na cotação atual. O objetivo de emergência é enxugar as operações e reduzir drasticamente o ponto de equilíbrio de produção para tentar sobreviver às turbulências do mercado internacional.

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Demissão em massa na Jaguar Land Rover
Demissão em massa na Jaguar Land Rover
Demissão em massa na Jaguar Land Rover
Demissão em massa na Jaguar Land Rover
Demissão em massa na Jaguar Land Rover

A investida contra o quadro de funcionários — que conta com cerca de 33 mil trabalhadores no Reino Unido — ocorre após o balanço trimestral mais recente apontar um tombo colossal: a receita despencou quase 10%, enquanto o lucro antes dos impostos sofreu um derretimento de 69%, caindo para 109 milhões de libras.

Ataque hacker, tarifas e a 'invasão' chinesa

A tempestade perfeita sobre a Jaguar Land Rover é fruto de uma combinação indigesta de fatores externos. Além de ainda se recuperar dos estragos de um grande ataque cibernético que paralisou suas operações globais no ano passado, a marca enfrenta o amargo impacto do aumento das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos e uma retração severa no consumo na China.

Para piorar o cenário, a aposta na transição para os veículos elétricos tem cobrado um preço altíssimo. O Range Rover elétrico, modelo mais recente da companhia, chegou ao mercado custando a bagatela de 154 mil libras — um valor exorbitante que supera em quase 50 mil libras a versão tradicional a combustão. O preço nas alturas isolou a marca no mercado e facilitou a "invasão" dos utilitários chineses, que oferecem tecnologia a custos infinitamente menores e vêm dominando o mercado britânico.

O drama vivido pela montadora pertence à indiana Tata Motors e não é um caso isolado, refletindo um verdadeiro efeito dominó na Europa. A gigante alemã Volkswagen, por exemplo, já deu aval a um plano de reestruturação igualmente devastador que projeta o corte de até 50 mil postos de trabalho para conter os prejuízos da nova era automotiva.

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