Economia & Mercado
Publicado em 30/10/2026, às 18h52 Divulgação Analu Teixeira
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, registrando o menor percentual para o período desde 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O resultado representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice ficou em 5,4%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual, já que a taxa era de 5,6%.
Entre julho e setembro, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas. O contingente representa uma diminuição de 4% em relação aos três meses anteriores, o equivalente a 234 mil pessoas a menos. Na comparação anual, a redução foi de 6,9%, ou 417 mil pessoas.
A população ocupada, por outro lado, chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O contingente cresceu 0,6% no trimestre, com a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho. Em relação ao mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,2%, ou 1,2 milhão de trabalhadores.
Entre as atividades econômicas, a construção civil registrou crescimento de 2,8% na ocupação em relação ao trimestre anterior, com mais 210 mil pessoas trabalhando no setor.
O número de empregadores também alcançou recorde, chegando a 4,5 milhões. O contingente cresceu 4,3% no trimestre, com 184 mil pessoas a mais, e avançou 6,4% na comparação com o mesmo período de 2025.
Já o setor público chegou a 13,2 milhões de trabalhadores ocupados, também o maior número da série histórica. O resultado ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou alta de 2,5% na comparação anual, com acréscimo de 317 mil pessoas.
Apesar dos indicadores positivos, o crescimento da ocupação ocorreu de forma mais moderada em alguns setores. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, o comportamento pode estar relacionado às incertezas em torno das eleições.
Tradicionalmente, o terceiro trimestre marca o início de um período de aquecimento do mercado de trabalho, impulsionado pela proximidade das festas de fim de ano. Em 2026, porém, o movimento foi mais contido.
“Alguns tomadores de decisão podem ter esperado um pouco mais, e por isso o crescimento não aconteceu em todos os grupamentos de atividade. Ele foi mais contido”, explicou o analista.
A taxa composta de subutilização ficou em 13%, estável em relação ao trimestre móvel anterior. O indicador, que reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não procuraram emprego ou não estavam disponíveis para começar, ficou 0,9 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
A população subutilizada somou 14,8 milhões de pessoas. O número ficou praticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando havia 14,7 milhões, mas recuou em aproximadamente 1 milhão na comparação anual.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões. O contingente representa o maior patamar já registrado pela PNAD Contínua, embora tenha permanecido estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777, sem variação significativa no trimestre. Na comparação anual, houve crescimento de 3,7%.
A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos valores recebidos pelos trabalhadores, também atingiu recorde: R$385,6 bilhões. O montante cresceu 1,4% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a R$5,2 bilhões, e 4,8% na comparação anual, com acréscimo de R$17,5 bilhões.