Economia & Mercado

Diretor da ABAF destaca peso das florestas plantadas para a economia da Bahia: “250 mil pessoas são beneficiadas”

O Diretor da ABAF, Wilson Andrade, comentou da importância das florestas plantadas para a economia da Bahia  |  Reprodução / BNewsTV / Youtube

Publicado em 03/06/2026, às 17h41   Reprodução / BNewsTV / Youtube   Leonardo Oliveira

O Diretor Executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, comentou da importância das florestas plantadas para a economia da Bahia e para geração de empregos no estado, em entrevista ao BNews Junho Verde, nesta quarta-feira (3). Segundo o diretor, cerca de 250 mil pessoas são beneficiadas pela renda movimentada pela atividade florestal.  

“Cerca de 250.000 pessoas, são beneficiadas com renda, seja salário, seja de despesas pagas, seja compras no setor. 250.000 pessoas no estado da Bahia são beneficiadas com rendas provocadas pelas florestas plantadas na Bahia”, explica.

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Segundo ele, a cadeia produtiva reúne produtores, consumidores e prestadores de serviço e o setor também ajuda a levar desenvolvimento ao interior. As atividades estão concentradas em quatro polos de produção, com o surgimento de um quinto polo na região de Maracajá, Jaguaquara e Tiro Sul, defendendo a expansão da economia no estado para além das regiões centrais.

“Eu sempre defendo e digo e provo que o emprego no interior vale dobrado. Nós precisamos ajudar a desconcentração da economia do nosso estado, que está muito na região da Grande Salvador, Alagoinhas, Camaçari, etc. Precisamos ir mais longe e a Bahia precisa e quer isso”, declarou. 

Ao comentar a relação entre florestas plantadas e preservação ambiental, Wilson afirmou que o setor recupera áreas degradadas e ajuda a proteger a mata nativa. Ele lembrou que a Bahia tem cerca de 8 milhões de hectares de áreas degradadas e que o plantio nessas regiões pode transformar terrenos abandonados em áreas produtivas.

“Nós plantamos nessas áreas, nós recuperamos essas áreas que se tornam produtivas e hoje estão abandonadas. Isso tudo está espalhado na Bahia e nós temos variedades de eucalipto, de pinos e outras variedades de árvores que podem ocupar esses espaços, fazendo a recuperação dessas áreas”, explicou.

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Ele também destacou o sistema de mosaico, no qual áreas de produção convivem com mata nativa preservada. “Para cada hectare de produção, nós pretendemos ter 1 hectare de mata preservada. Isso é mais do que o dobro do que exige o código florestal brasileiro. E nós temos a consciência de que estamos trazendo um benefício para a região, para o estado e para o mundo também, contribuindo aí com a, com a absorção do carbono que é emitido pelas empresas que não têm condição tão ambiental”, enfatiza.

Wilson ainda relacionou o setor ao processo de descarbonização e ao uso sustentável da madeira como alternativa em diferentes segmentos da economia, como a construção civil. “Se eu produzo e atendo a demanda do estado ou do Brasil ou do mundo, que cresce 3,5% ao ano, a demanda por madeira, eu tenho condição de preservar a mata nativa com mais facilidade”, afirmou.

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