Economia & Mercado

“Empresas brasileiras não usam renúncia fiscal por medo”, afirma executiva; entenda

Saiba motivo de companhias não usarem estratégia empresarial de renúncia fiscal  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 10/12/2024, às 14h53 - Atualizado às 14h55   Divulgação / Freepik   Verônica Macedo

A falta de confiança em quem vai usar parte do Imposto de Renda devido à Receita Federal é um dos principais problemas que ainda impedem que a maioria das empresas brasileiras não utilizem a renúncia fiscal como forma estratégica de alavancar suas iniciativas e projetos em ESG.

A afirmação é da CEO da PARESI, Geovana Conti. “Neste fim de ano, estamos sendo muito procurados por diferentes empresas que estão em fechamento do ano fiscal e procuram projetos seguros onde investir e mensurar resultados desse investimento para seus relatórios de sustentabilidade social. Essa é uma necessidade grande do setor empresarial”, revela.

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A destinação de parte do Imposto de Renda é uma forma de incentivar projetos sociais, culturais e esportivos do país. Em 2023, doações por meio de renúncia fiscal somaram R$ 283 milhões, segundo dados da Receita Federal.

“Mas o potencial do Brasil é de investir quase de R$ 18 bilhões por ano se todos os contribuintes que têm imposto a pagar exercessem o direito de destinar parte do imposto devido para projetos que estejam alinhados com seus princípios e pensamentos”, ressalta Geovana.

Segundo ela, o desconhecimento de como fazer a renúncia, para onde direcionar os recursos e como fiscalizar a sua aplicação e efetivo retorno são os obstáculos que a parceria firmada entre a PARESI e a e.feito Social querem ajudar a vencer.

Juntas, as duas startups criaram o serviço “e.feito Paresi”. Por meio de plataformas digitais, as empresas e contribuintes Pessoa Física podem selecionar os projetos sociais de maior interesse e a partir do aporte dos recursos recebem relatórios mensais com os principais indicadores desse investimento.

De um lado, a companhia simplifica o processo de renúncia fiscal das empresas para que possam destinar o imposto de renda a projetos que já passaram por uma cuidadosa curadoria e seleção.

De outro, a parceira treina as instituições responsáveis pelos projetos para que elas possam gerar os indicadores que alimentarão os relatórios de sustentabilidade padrão ONU, que medem o impacto social causado pelos investimentos. 

As corporações direcionam parte do imposto devido para organizações selecionadas pela ferramenta e mensuram os resultados deste investimento por meio da plataforma da PARESI.  

"A destinação do imposto de renda é uma poderosa ferramenta de transformação e impacto social. Na e.feito Social reconhecemos que cada empresa tem um propósito e, por isso, escolhemos projetos que ressoam com seus valores e estratégias. Isso faz com que a empresa potencialize seu papel como agente de mudança em nossa sociedade", destaca Mariana Ravedutti Paul, CEO e fundadora da e.feito Social.

A parceria oferece uma infraestrutura tecnológica e metodológica que ajuda as empresas a implementar, mensurar e comunicar de maneira eficaz o impacto social de suas atividades, alinhando-se aos princípios de ESG e promovendo práticas empresariais responsáveis.

“Consumidores e parceiros estão cada vez mais conscientes das questões ambientais sociais e de governança, preferindo empresas que demonstram responsabilidade. A destinação do imposto e a posterior geração dos relatórios com a mensuração do que foi feito são formas garantir a relevância e a sustentabilidade das companhias”, diz Geovanna Conti.

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