Economia & Mercado

Possível estabilização do dólar pode impulsionar importações brasileiras; entenda

Desde o início de 2025 o dólar enfrenta desvalorização frente ao real; entenda  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 14/03/2025, às 11h55 - Atualizado às 12h07   Divulgação / Freepik   Verônica Macedo

A cotação do dólar tem fechado em queda desde o início de 2025. Em fevereiro, a moeda americana acumulou uma redução de quase 6% no comparativo com o mesmo período de janeiro e registrou o menor valor desde novembro de 2024, de US$ 5,68.

Nas últimas semanas, o mercado observa uma certa estabilidade do dólar, que tem variado na casa dos US$ 5,80. Para o especialista em comércio exterior e diretor da Tek Trade, Sandro Marin, uma possível estabilização da moeda americana pode impulsionar as importações brasileiras.

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“Nas últimas semanas, o mercado não teve notícias de grande impacto sobre o dólar, o que permitiu sua estabilização. Além disso, o Brasil tem sido pouco atingido pelas novas tarifas sobre importações anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. A manutenção desse cenário pode ser muito favorável para estimular o fluxo de importações que abastece diversos setores da economia do país. Com o dólar estável, as empresas brasileiras conseguem negociar melhores condições de pagamento e reduzir os custos operacionais, impactando positivamente no bolso do consumidor final sobre produtos estrangeiros”, explica Sandro Marin. Ele alerta, no entanto, que o mercado segue atento aos movimentos dos EUA e a divulgação de indicadores econômicos importantes pode alterar a situação cambial. 

Dados do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que as importações brasileiras já registram alta nos primeiros dois meses de 2025. Ao todo, foram importados US$ 46,3 bilhões em janeiro e fevereiro, enquanto no mesmo período de 2024 esse número foi de US$ 38,7 bilhões, um aumento de 19,6%.

Segundo explica o especialista, a China se mantém como principal fornecedor neste ano, com montante de US$ 14 bilhões – um incremento de 47% em relação a janeiro e fevereiro do ano anterior. Em seguida aparecem Estados Unidos (US$ 6,7 bilhões), Alemanha (US$ 2,2 bilhões), Argentina (US$ 1,9 bilhão) e Rússia (US$ 1,4 bilhão) no top 5 das importações brasileiras.

De acordo com o diretor da Tek Trade, as empresas que atuam no comércio exterior podem adotar algumas estratégias para proteger seus negócios frente às oscilações cambiais. “Uma prática interessante para neutralizar a volatilidade do dólar é o hedge cambial, um mecanismo financeiro que busca minimizar o risco de flutuações indesejadas na conversão de moedas, como por exemplo fechar contratos futuros”, completa Marin.

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