Economia & Mercado

Exportações da Bahia registram queda em maio, sendo o menor resultado do ano

Queda nas exportações foi puxada pelo refino que registrou uma redução de 83,1%  |  Divulgação

Publicado em 09/06/2026, às 14h30   Divulgação   Redação BNews

Dados levantados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan) apontaram que as exportações baianas atingiram US$815,7 milhões no mês de maio. Conforme a entidade, o número representa o menor valor para as vendas externas no ano sob reflexo de embarques menores (-5,8%) e de preços médios também mais fracos (-0,29%).

A redução do volume embarcado chega a 5,7% no ano, puxado pelo refino, que teve uma redução de 83,1%, reflexo de paradas para manutenção e da taxação das exportações de petróleo e derivados implementada pelo governo em março. Também houveram reduções nos embarques de celulose (-6,5%); produtos químicos (-8,4%) e derivados de cacau (-14,9%), dentre os mais importantes.

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Entretanto, no setor agropecuário, houve um aumento de 26,9% no valor dos embarques da agropecuária na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionado pelas vendas de soja. Mas, houve recuo de 14,6% na indústria de transformação, devido ao desempenho negativo no refino, celulose e derivados de cacau e nas vendas da indústria extrativa, causados pela queda nas vendas de minério de cobre e níquel.

Segundo o SEI, o principal destino das exportações baianas é a China, que registrou um aumento de 22,1% em comparação ao ano passado. Já para os Estados Unidos, quarto maior destino, as exportações caíram 27,8% no mesmo mês. Devido a isso, as exporações para o Canadá e Países Baixos superaram a dos EUA.

Do lado das importações, foi registrado uma alta de 65,9%, equivalente a US$ 1,09 bilhão,  que foi puxado pelo aumento nas compras de bens de consumo pela forte participação de veículos elétricos chineses. Houve ainda crescimento de 116,3% de bens de capital (máquinas e equipamentos); de 20% em bens de intermediários (fertilizantes, trigo, químicos) e recuo de 23% nas compras de combustíveis.

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