Economia & Mercado

‘Family offices’ despontam como alternativa para realizar investimentos; entenda significado e como funciona

Especialista explica formatos disponíveis no mercado e dificuldades dos investidores em ‘family offices’  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 28/08/2024, às 05h30   Divulgação / Freepik   Verônica Macedo

Para quem está pensando em investir, entender como diferentes tipos de instituições financeiras podem ajudar a atingir seus objetivos é crucial. Bancos, corretoras e ‘family offices’ operam de maneiras distintas, impactando os investimentos de formas variadas.

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Vale destacar que um family office é uma empresa privada que lida com a gestão de investimentos e patrimônio de uma família rica, geralmente com, pelo menos, US$ 50 a US$ 100 milhões em ativos para investimento, com o objetivo de efetivamente crescer e transferir riqueza entre gerações. 

Mudanças recentes no mercado

Em 2020, no mercado americano, a remuneração fee-based representava 66% dos modelos de pagamento, enquanto a remuneração por comissões era de 27%, e a compensação por aconselhamento (hora, taxa, pontual, etc.) somava 6%. Já em 2023, a remuneração fee-based subiu para 83%, enquanto a remuneração comissionada caiu para 8% e a compensação por aconselhamento se manteve em 8%. Essa mudança reflete uma clara preferência por modelos que estejam mais alinhados aos interesses dos investidores.

É importante notar que essa tendência também está começando a se destacar no Brasil, que atingiu um total de R$ 5,7 trilhões em investimentos no ano de 2023, indicando um movimento em direção a modelos mais transparentes e que promovem a melhor adequação aos desejos dos clientes no longo prazo.

Modelos de remuneração e conflitos de interesse

Os bancos tradicionais oferecem produtos próprios e sua remuneração é baseada em comissões, o que pode gerar conflitos de interesse ao priorizar produtos mais lucrativos para a instituição. Corretoras e Agentes Autônomos de Investimentos (AAIs) também operam com base em taxas e comissões, mantendo conflitos similares.

Os family offices, por outro lado, adotam uma abordagem personalizada com remuneração baseada em taxas fixas (fee-based), eliminando conflitos de interesse e alinhando seus serviços aos objetivos e perfil de risco dos clientes.

A importância da escolha certa

Daniel Mazza, especialista em planejamento financeiro e sócio-fundador da MZM Wealth, ressalta que é crucial que os investidores compreendam as diferenças entre os modelos de assessoria financeira para tomar decisões informadas. “Conflitos de interesse nos modelos tradicionais podem impactar negativamente os resultados, destacando a importância de buscar alternativas transparentes e objetivas”, diz.

Mazza também aponta que os family offices oferecem serviços além dos investimentos tradicionais, como planejamento sucessório e assessoria jurídica e tributária, o que pode ser um diferencial significativo para famílias de alta renda.

Compreendendo as opções disponíveis

Mazza esclarece que, para os investidores, é fundamental entender os diferentes modelos de assessoria financeira disponíveis. Bancos focam em produtos próprios e comissionados, corretoras e AAIs oferecem produtos de prateleira aberta com comissões, enquanto as consultorias independentes utilizam plataformas focadas em investimentos com um modelo de taxa fixa, eliminando conflitos de interesse. Escolher o modelo certo pode ser determinante para o sucesso financeiro em longo prazo.

“Ao avaliar as opções de investimento, é essencial considerar não apenas o potencial de retorno, mas também os modelos de remuneração e possíveis conflitos de interesse. Os family offices, com sua abordagem personalizada e alinhada aos interesses dos investidores, despontam como uma alternativa promissora, especialmente para aqueles que buscam um serviço mais abrangente e transparente”, conclui o especialista.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre


Tagsmercadoeconomiabancosinvestimentosnegócioscorretorasempresa privada‘family offices’remuneração comissionada

Leia também


Saiba quem são as três brasileiras que estão na lista das mulheres mais ricas da América Latina


Lançamento de luxo em município baiano reforça crescimento do mercado de multipropriedades; confira