Economia & Mercado
Publicado em 04/02/2026, às 11h21 - Atualizado às 11h37 Divulgação/Prefeitura de Salvador Adelia Felix
O Carnaval de Salvador, que acontece entre 12 e 18 de fevereiro de 2026, deve atrair 1,2 milhão de turistas e movimentar cerca de R$ 2,6 bilhões na economia local. Mas por trás da festa, há uma disputa silenciosa: quem consegue transformar o maior evento popular do Brasil em vitrine de negócios.
Na coletiva realizada pelo prefeito, na manhã desta quarta-feira (4), foram anunciados os patrocinadores oficiais: Club Social, 99, iFood, Mercado Pago, Esportes da Sorte, Guaraná Antarctica, Beats e Brahma. A lista revela o peso crescente de empresas de tecnologia e serviços digitais, que enxergam no Carnaval baiano uma oportunidade de consolidar presença em um mercado de consumo de massa.
A DISPUTA DAS MARCAS
- iFood aparece como protagonista. Pelo terceiro ano consecutivo, investe pesado em camarotes tradicionais e ativações de impacto, como shows de drones no Farol da Barra. Além disso, aposta em símbolos nacionais, como o Canarinho da Seleção Brasileira, para reforçar sua narrativa de brasilidade. O patrocínio a blocos afro e afoxés, como Ilê Aiyê e Filhos de Gandhy, também sinaliza uma estratégia de aproximação com a cultura local.
- 99 e Mercado Pago reforçam a presença das plataformas digitais. No caso da 99, a mobilidade urbana é um ponto sensível: com a cidade tomada por foliões, a empresa busca se posicionar como alternativa segura e eficiente. Já o Mercado Pago tenta ampliar o uso de pagamentos digitais, em um ambiente onde o dinheiro vivo ainda predomina.
- Club Social e Esportes da Sorte representam nichos distintos: snacks e apostas. O primeiro aposta na visibilidade jovem e urbana; o segundo, em um mercado em expansão, mas que levanta debates sobre regulação e impacto social.
- Ambev mantém sua hegemonia desde 2016, neste ano, se posiciona no mercado com as marcas Guaraná Antarctica, Beats e Brahma. A cervejaria, tradicional patrocinadora, segue como a marca mais onipresente da festa, disputando espaço tanto nas ruas quanto nos camarotes.
ECONOMIA DA FESTA
A Prefeitura destaca números robustos: 700 atrações nos circuitos oficiais, 520 apresentações em palcos temáticos e a geração de 250 mil empregos. Mas especialistas lembram que o Carnaval também expõe desigualdades. Enquanto grandes marcas disputam camarotes e ativações milionárias, trabalhadores informais dependem da festa para garantir renda temporária.
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