Economia & Mercado

Fim da escala 6x1 pode encarecer produtos e serviços em até 13%, aponta CNC

Presidente do CNC alerta que mudanças na escala 6x1 podem gerar custos adicionais e afetar o poder de compra  |  Fernando Frazão/Agência Brasil / Arquivo

Publicado em 21/02/2026, às 14h45   Fernando Frazão/Agência Brasil / Arquivo   Yuri Pastori

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou estudos que apontam que o fim da escala 6×1 poderia gerar um aumento de até 13% nos preços finais ao consumidor. 

O presidente do sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, argumentou, em entrevista ao portal Metrópoles, que a mudança na escala de trabalho implicará em contratações extras para cobrir os turnos e no aumento da folha de pagamento.

Ainda, segundo ele, os custos operacionais serão repassados ao preço final dos produtos e serviços, o que penalizará o poder de compra da população causando um impacto que pode chegar a R$122 bilhões no comércio e R$ 235 bilhões nos serviços. Bares, restaurantes, hotéis e o comércio varejista de gêneros essenciais seriam os empreendimentos mais atingidos.

A avaliação é que reduzir a jornada de trabalho sem o correspondente aumento de eficiência colocaria em risco a saúde financeira de milhões de estabelecimentos que operam com margens estreitas.

Redução de Jornada x Eficiência

“Defendemos que a definição da escala de trabalho deve ser mantida no âmbito dos acordos e convenções coletivas, respeitando o princípio do “negociado sobre o legislado” estabelecido pela Reforma Trabalhista de 2017, que permite soluções personalizadas para cada realidade produtiva”, ressalta Trados.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre


TagsComércioBaresrestaurantescontrataçõeshotéisfolha de pagamentoimpactobnewspoder de compraCNCCustos operacionaisfim da escala 6×1Preço final

Leia também


CACAU VAI CAIR: Lauro de Freitas emite alerta para chuvas intensas e ventos fortes


Trump ignora restrições da Suprema Corte e aumenta taxas de importação para 15%