Economia & Mercado
Publicado em 03/08/2026, às 10h57 Ilustrativa | Pixabay Redação Bnews
A rede norte-americana Service Merchandise, que por décadas esteve entre as maiores varejistas dos Estados Unidos, encerrou definitivamente suas atividades em janeiro de 2002 após enfrentar queda nas vendas, aumento da concorrência e mudanças no comportamento dos consumidores.
Mesmo após uma tentativa de recuperação judicial, a empresa não conseguiu reverter a crise, fechou cerca de 200 lojas e demitiu aproximadamente 8.800 trabalhadores.
Ascensão com modelo inovador
Fundada em 1934 por Harry e Mary Zimmerman, no estado do Tennessee, a Service Merchandise começou como uma pequena loja e cresceu rapidamente ao longo das décadas seguintes.
O principal diferencial da rede era o modelo de showroom por catálogo. Os clientes escolhiam os produtos expostos e depois os retiravam no estoque da loja. A estratégia impulsionou o negócio e levou a empresa ao auge, com mais de 400 unidades espalhadas pelos Estados Unidos e faturamento anual superior a US$ 4 bilhões.
Recuperação judicial não evitou colapso
Em 1999, a companhia entrou com pedido de recuperação judicial por meio do Chapter 11, mecanismo da legislação dos Estados Unidos que permite a reorganização das dívidas enquanto a empresa continua operando.
Durante esse período, a varejista fechou lojas com baixo desempenho, reduziu o número de funcionários e reformulou seu catálogo, priorizando segmentos considerados mais rentáveis, como joias, presentes e artigos de decoração. Ainda assim, os resultados ficaram abaixo do esperado.
O que levou à falência
A crise da Service Merchandise foi resultado de uma combinação de fatores que se agravaram ao longo dos anos:
Fechamento e demissões em massa
Sem conseguir reverter a situação, a empresa anunciou em janeiro de 2002 a liquidação total de seus estoques e o fechamento das lojas restantes.
Cerca de 8.300 funcionários das unidades foram demitidos, além de aproximadamente 500 trabalhadores da área administrativa, somando cerca de 8.800 desligamentos.
Anos depois, a marca chegou a ser reaproveitada em uma operação exclusivamente digital, mas a estrutura física da rede nunca voltou a existir.