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Economia & Mercado

Financiamento imobiliário fica mais caro: Três grandes bancos elevam juros para compra da casa própria

Bradesco, Itaú e Santander elevam taxas, dificultando acesso ao crédito imobiliário e exigindo novo planejamento financeiro.  |  Como as Novas Taxas de Juros Afetam a Compra de Imóveis - Reprodução/Redes sociais

Publicado em 30/10/2026, às 08h07 - Atualizado às 09h02   Como as Novas Taxas de Juros Afetam a Compra de Imóveis - Reprodução/Redes sociais   Samuel de Jesus

Quem deseja comprar a casa própria por meio de financiamento terá de redobrar a atenção aos custos e fazer um novo planejamento. O Bradesco, Itaú e Santander elevaram as taxas de juros cobradas no crédito imobiliário, em um movimento que encarece as operações e pode dificultar o acesso ao financiamento, segundo levantamento do G1.

🚨🔵 O Itaú subiu a taxa mínima do financiamento da casa própria para 12,95% ao ano mais TR nesta quinta-feira (29), três dias depois do Bradesco. Pelo radar de taxas da MySide, o Itaú cobrava a partir de 11,99%. O Bradesco subiu a taxa da maioria dos clientes de 11,69% para 15% ao ano na segunda-feira (26), menos de 24 horas depois da reeleição de Lula (PT). Com a alta, os dois bancos passam do teto de 12% ao ano do Sistema Financeiro da Habitação. Fora dele, o comprador não pode usar o FGTS na compra nem para amortizar as parcelas. Pelas contas do Jornal Razão, num financiamento de R$ 300 mil em 30 anos, a primeira parcela no Itaú sobe cerca de R$ 215, para R$ 3.893, sem contar TR e seguro. Em nota, o Itaú atribuiu o reajuste à alta dos juros futuros depois do segundo turno. Juntos, os dois bancos fizeram 41,4% do crédito imobiliário com dinheiro da poupança de janeiro a agosto, segundo a Abecip. O Minha Casa, Minha Vida, com juros subsidiados, fica de fora.

— Jornal Razão (@jornalrazao) October 29, 2026

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Com as mudanças, as taxas mínimas anunciadas pelas três instituições passaram a ser de 13,60% ao ano no Bradesco, 12,95% no Itaú e 12,49% no Santander, todas acrescidas da Taxa Referencial (TR). O reajuste ocorre em meio à alta dos juros futuros e ao aumento do custo de captação de recursos pelos bancos.

Veja como ficaram as taxas dos bancos

O Bradesco foi o primeiro a anunciar o reajuste, elevando os juros mínimos de 11,69% para 13,60% ao ano, mais TR. O Itaú seguiu e também aumentou sua taxa, que passou de 11,99% para 12,95% ao ano.

O Santander informou que fará o reajuste nesta sexta-feira (30), passando a oferecer financiamentos com juros a partir de 12,49% ao ano, mais TR. As condições efetivas podem variar conforme análise de crédito e perfil do cliente.

Por que os juros subiram?

O aumento está relacionado à alta dos juros futuros, que encarece o dinheiro captado pelas instituições bancárias para conceder empréstimos. Outro motivo é a redução dos recursos disponíveis na poupança, fonte usada para financiamento imobiliário.

Caixa não fez reajuste 

A Caixa ainda não informou se faria o reajuste. O banco é a principal instituição do mercado de crédito habitacional e respondeu por R$ 68,8 bilhões em financiamentos para aquisição e construção de imóveis entre janeiro e setembro de 2026.

A instituição tem participação importante no setor imobiliário, inclusive por meio de linhas com recursos direcionados e programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.

O que muda para quem pretende comprar um imóvel?

O consumidor com o aumento dos juros pode pagar mais pelo financiamento ao longo dos anos. Especialista econômicos recomendam comparar as condições oferecidas pelas instituições antes de fechar contrato.

De acordo com os técnicos é necessário observar o sistema de amortização, o valor da entrada, o prazo de pagamento e o custo efetivo total da operação. As taxas divulgadas pelos bancos são valores mínimos e não representam necessariamente as condições que serão oferecidas a todos os clientes.

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