Economia & Mercado
Publicado em 31/08/2026, às 06h31 Divulgação Redação Bnews
O leilão virtual da Casas Bahia, com 330 lotes de eletrodomésticos, termina nesta sexta-feira (4). Os interessados podem enviar lances pela plataforma Kwara e, em caso de arremate, o pagamento poderá ser feito via Pix ou cartão de crédito.
Cada lote possui um horário diferente para encerramento. O primeiro, que inclui uma máquina lava e seca, termina às 15h. Já o último, com duas centrífugas de roupas, será encerrado às 16h31.
Geladeiras, fogões e purificadores de água também estão entre os produtos ofertados.
O edital prevê a venda de itens com avarias, riscos, amassados, sinais de uso e desgaste, sujeira e ausência de peças, componentes, acessórios ou manuais.
Também há produtos com senhas e bloqueios, eletrodomésticos sem funcionamento e itens classificados como sucata.
A Kwara orienta os interessados a verificar as condições de cada lote no site ou por meio de visita presencial ao galpão em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo o edital, não há possibilidade de troca.
Segundo a Casas Bahia, o leilão não tem relação com o pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça paulista em 16 de agosto.
"A companhia informa que os leilões são uma prática recorrente e estão relacionados a produtos do DAT (Departamento de Assistência Técnica). A operação segue normalmente nas lojas físicas e no e-commerce, com foco na continuidade do atendimento e na experiência dos consumidores", afirmou a varejista.
Thiago da Mota, CEO (Chief Executive Officer, ou diretor-executivo) da Kwara, afirmou que a recuperação judicial aumentou a procura pelos leilões da Casas Bahia. Ele também alertou para a existência de sites falsos e pagamentos desviados.
Segundo ele, muitas pessoas confundem os leilões com saldões, que são diferentes e não foram anunciados pela varejista. A recomendação é verificar se o leilão está no domínio oficial da Kwara, conferir o edital e nunca realizar pagamentos a terceiros fora das instruções oficiais.
O advogado Gabriel Britto, especializado em direito do consumidor, afirmou à Folha de São Paulo que, mesmo com a informação no edital de que os bens serão vendidos no estado de conservação em que se encontram, o comprador pode reclamar caso o produto apresente um problema não identificado previamente.
"A ausência total de responsabilidade se dá apenas quando o edital detalha expressamente o problema ou a origem deste em relação a cada um dos bens ofertados. Só nesses casos o comprador assume o risco e não há que falar em vício oculto", afirma.
Segundo Britto, a compra pode ser desfeita caso seja identificado um defeito impossível de detectar em uma vistoria prévia ou se houver ocultação da real condição do item. O prazo para reclamar de vício oculto é de 90 dias a partir da constatação do problema pelo consumidor.