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Economia & Mercado

Gigante do varejo com mais de R$ 800 milhões em dívidas pede recuperação judicial

Credores que representam R$ 308,8 milhões da dívida já aceitaram negociar os valores  |  Divulgação

Publicado em 19/10/2026, às 13h53   Divulgação   Anderson Ramos

Mais uma gigante do varejo recorreu ao pedido de recuperação judicial. A empresa da vez foi a Ri Happy Brinquedos que fez a solicitação à Justiça de São Paulo, no domingo (18), para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas.

Credores que representam R$ 308,8 milhões da dívida já aceitaram negociar os valores, o equivalente a 42,38% do total incluído no plano, segundo o G1.

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No pedido apresentado à Justiça, o grupo atribui as dificuldades financeiras a uma combinação de fatores, entre eles os efeitos da pandemia, os juros elevados, a queda das vendas no varejo e a concorrência de plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.

O pedido foi apresentado pouco mais de um mês após a aquisição do grupo pela BluSun Capital, anunciada em agosto. Desde então, a empresa passou a ser liderada por Héctor Nuñez, fundador da gestora.

Ao G1, a Ri Happy afirmou que a recuperação extrajudicial faz parte de um plano de reestruturação financeira e operacional iniciado após a troca de gestão.

Segundo a empresa, as lojas físicas e os canais digitais seguem operando normalmente, enquanto as equipes se concentram nos preparativos para a Black Friday e o Natal.

No documento, o grupo afirma ter mais de 2.600 funcionários e cerca de 292 lojas em operação no Brasil, entre unidades próprias das marcas Ri Happy e PBKids e franquias.

Onda de pedidos

Em 2026 um número grande de empresas recorreram à recuperação judicial para ajustar suas contas com os credores. Uma delas foi a Estrela, marca tradicional do mercado brasileiro de brinquedos

Em maio, a companhia entrou com pedido após enfrentar dificuldades financeiras nos últimos anos. A medida envolve empresas do grupo e foi protocolada na Justiça de Minas Gerais. Em comunicado divulgado ao mercado, a companhia afirmou que a decisão busca reorganizar as dívidas e garantir a continuidade das operações.

Em agosto, outros nomes conhecidos dos brasileiros entraram para a lista de empresas em  recuperação judicial no país. O Grupo Casas Bahiapediu recuperação judicial para reestruturar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. O Grupo Gennius — dono do Habib's, Ragazzo e Tendal Grill— também deu entrada no pedido, com uma dívida declarada de R$ 265,2 milhões. A Marabraz, tradicional rede paulista de móveis e eletrodomésticos, entrou com pedido semelhante para reorganizar cerca de R$ 140 milhões.

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