Economia & Mercado
Publicado em 11/08/2026, às 16h07 - Atualizado às 16h37 Reprodução/Redes sociais/Unsplash Antonio Dilson Neto
A britânica Debenhams, uma das redes de departamentos mais antigas e emblemáticas do comércio global encerrou em definitivo todas as suas operações em pontos físicos após 242 anos de história.
A rede que começou em 1778 como uma modesta loja de tecidos em Londres, decretou o fechamento definitivo de 124 unidades após o fracasso nas negociações para a venda do negócio integral.
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O encerramento das atividades nas lojas de rua e centros comerciais resultou no corte de aproximadamente 12 mil postos de trabalho.
Apenas o nome da marca, a plataforma e-commerce e os demais ativos digitais foram arrematados por um grupo do comércio eletrônico, que passou a operar o nome de forma 100% virtual, desvinculado dos prédios e da estrutura original.
Ao longo de mais de dois séculos, a Debenhams acompanhou as transformações do consumo e se consolidou como uma referência no varejo do Reino Unido. No entanto, o modelo de expansão baseado em grandes lojas de departamentos, quadros extensos de funcionários e alto volume de estoque tornou-se um gargalo financeiro.
Com a mudança no comportamento dos consumidores e o avanço do comércio online, o custo para manter contratos de aluguel de alto valor e a infraestrutura das lojas físicas passou a exigir um volume de caixa que a empresa não conseguia mais sustentar.
O processo de liquidação dos estoques e fechamento definitivo das últimas filiais estendeu-se até 2021. Enquanto a antiga estrutura corporativa e suas lojas físicas foram liquidadas, a marca sobrevive no ambiente digital, desvinculada do patrimônio imobiliário que marcou o varejo britânico por gerações.
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