Economia & Mercado
Publicado em 11/08/2026, às 15h37 - Atualizado às 16h18 Divulgação/EA Antonio Dilson Neto
A Electronic Arts (EA), uma das maiores desenvolvedoras e publicadoras de videogames do mundo foi vendida em um negócio bilionário estimado em R$ 280 bilhões. A operação foi liderada pelo Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, braço financeiro do governo árabe que administra R$ 3,54 trilhões em ativos ao redor do mundo.
Com a aprovação dos acionistas, a produtora passará por um processo de fechamento de capital, deixando de ter ações negociadas na bolsa de valores.
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Para viabilizar a transação, o fundo aportou R$ 183 bilhões em recursos próprios e tomou R$ 101 bilhões emprestados com o banco JPMorgan, montante que passará a figurar como dívida do próprio estúdio.
Analistas do setor de tecnologia, como o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, apontam que o peso financeiro da aquisição pode resultar em uma onda de demissões em massa na companhia, além de cortes severos de custos e de estratégias mais agressivas para rentabilizar suas franquias.
Apesar da mudança no controle acionário, o atual CEO da empresa, Andrew Wilson, permanecerá na liderança executiva.
A venda para o fundo estatal saudita também levantou preocupações entre grupos de jogadores e entidades de direitos humanos. O impasse recai sobre a manutenção de pautas de diversidade e relacionamentos LGBTQIA+ em títulos consagrados da marca, como a franquia The Sims.
Na legislação da Arábia Saudita, relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas.
Em nota oficial, a organização Players Alliance HQ alertou que o controle árabe pode interferir na liberdade criativa dos estúdios, levando à censura de temas de gênero, diversidade e liberdade de expressão nos próximos lançamentos da produtora.
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