Economia & Mercado
Publicado em 05/11/2026, às 10h11 Crédit Mutuel Arkéa — Foto: Divulgação Samuel de Jesus
O banco francês Crédit Mutuel Arkéa foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de aproximadamente 100 milhões de euros, o equivalente a R$ 615 milhões. A invasão foi identificada na quarta-feira (4).
O episódio acontece menos de uma semana depois de outro grande ataque envolvendo o mercado de criptomoedas. A Binance, uma das maiores plataformas de negociação do mundo, também foi alvo de uma fraude estimada em US$ 6,3 bilhões.
🚨 ÚLTIMA HORA: Hackers estão atingindo o sistema financeiro mundial em 7 lugares ao mesmo tempo. Isso é o que a Covid parecia na semana 1. Poucos bancos. Poucos apps. Ninguém chamou de crise. 1/ França: mais de €118 milhões (cerca de US$133 milhões) foram retirados do Crédit Mutuel Arkéa ao longo de vários dias e convertidos em cripto. Hoje o app deles caiu e TODA transferência foi bloqueada. O banco diz que os clientes não perdem nada. 2/ Bélgica: em 28 de outubro, o ministério federal das finanças disse que sofreu um ciberataque. O portal de impostos online foi FECHADO e os prazos fiscais serão adiados. 3/ Zona do Euro: em 22 de outubro, o Banco Central Europeu, o banco por trás do euro, confirmou que atacantes plantaram malware em um de seus sites. 4/ Coreia do Sul: pelo menos 9 bancos visados desde o final de setembro por um atacante usando um agente de hacking com IA. No Shinhan Bank sozinho, cerca de 25.000 clientes tiveram nomes, números de telefone, rendas e limites de empréstimo expostos. 5/ Japão: hackers invadiram a GMO Internet e exigiram US$50 milhões em cripto. O primeiro-ministro prometeu um pacote de emergência anticiberataques. 6/ Pelo menos 14 países: hackers ligados à China usaram agentes de IA para atacar mais de 200 organizações em apenas 11 dias. O setor financeiro estava na lista de alvos. 7/ Cripto: mais de US$6 bilhões foram drenados das carteiras quentes da Binance em 11 blockchains em 29 de outubro, a maioria em cerca de 30 minutos. O FBI diz que a Coreia do Norte fez isso. Agora amplie a visão. Hackers agora enviam agentes de IA para fazer o trabalho. O dinheiro francês saiu ao longo de vários dias antes que o banco confirmasse qualquer coisa. IDs falsos passaram nas verificações das exchanges de cripto. Cerca de US$63 milhões em stablecoins se tornaram 27.553 Ether em 4 horas. Parte disso desapareceu no Monero, uma moeda construída para esconder quem envia e quem recebe. A Covid trancou as ruas. Desta vez, o cadeado está no app do banco, e €118 milhões já sumiram. Ninguém está chamando isso de crise ainda. Mas os banqueiros centrais já planejam para o dia em que os hackers entrarem. O G7 concordou em realizar simulações de ataques de IA a bancos. O BCE deu até 31 de outubro para os bancos da zona do euro entregarem planos de defesa cibernética com IA. E no mês passado, o chefe do FMI alertou que podemos acabar com "muita gente com caixas de sapato debaixo da cama". Confirmamos todo ataque a bancos e exchanges antes de postar. Siga para o próximo caso confirmado, e compartilhe isso com qualquer um cujo salário cai em uma conta bancária.
— Adriano Lacerda 🇧🇷👨🚒 (@adrianobombeiro) November 4, 2026
Os recursos desviados teriam sido convertidos em criptomoedas por meio de plataformas especializadas. De acordo com informações divulgadas pelo banco, os invasores acessaram uma conta pertencente à própria instituição, sem comprometer diretamente os dados bancários ou o dinheiro dos clientes.
O banco Arkéa classificou o episódio como um ataque sofisticado de origem externa e informou que a situação já foi controlada. A instituição também afirmou que o prejuízo não representa uma ameaça à sua estabilidade financeira.
As investigações envolvem suspeitas de invasão de sistemas automatizados de processamento de dados por uma organização criminosa. O Ministério Público de Paris abriu uma investigação para identificar os responsáveis pelo ataque.
O analista independente ZachXBT, especializado em rastrear movimentações de criptomoedas na blockchain, foi o responsável por divulgar a fraude e fornecer informações sobre a movimentação dos valores.
Segundo o banco, parte dos recursos envolvidos foi bloqueada, enquanto outras medidas estão sendo adotadas para tentar recuperar o dinheiro. Apesar da dimensão do ataque, o Crédit Mutuel Arkéa afirmou que as contas dos clientes não foram atingidas. Algumas transferências chegaram a ser temporariamente suspensas por precaução, provocando atrasos nas operações e causando lentidão.
A instituição bancária ainda informou que os invasores utilizaram a plataforma de um prestador de serviços para alcançar seus sistemas. O banco descartou que a subsidiária digital Fortuneo tenha sido utilizada como porta de entrada.
A investigação segue em andamento, e a identidade dos responsáveis ainda não foi divulgada.
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