Economia & Mercado
Publicado em 31/10/2024, às 20h55 David Santana/ BNews Alex Torres e Letícia Rastelly
Carlos Falcão, presidente do Grupo Business Bahia, responsável pela iniciativa do Summit de Negócios Made in Bahia, que aconteceu entre essa quarta e quinta-feira (31 e 31) em Lauro de Freitas, destacou alguns pontos do cenário econômico que devem ser observados, assim como detalhou a importância desse tipo de evento no estado, durante entrevista ao BNews.
“A Bahia precisava de um evento multisetorial, que buscasse valorizar os nossos produtos e serviços, e aconteceu com o Summit Made in Bahia. [Participo do painel Novos Investimentos e Financiamentos na Economia da Bahia] onde vamos abordar as dificuldades que os empresários e empreendedores têm em buscar recursos. Afinal de contas, um dos nossos gargalos, além da infraestrutura, é também a concessão de crédito. E eu espero que nesse painel as pessoas que estão aqui, que estão acompanhando e que vão acompanhar através dos veículos de imprensa, tenham acesso a informações que facilitem essa tomada de crédito”, pontuou Carlos.
O empresário também revelou os números do evento, mostrando a importância da iniciativa no estado: “Estou muito feliz em termos tido essa oportunidade de trazermos para nosso estado um evento dessa magnitude. Para você ter a dimensão, nós estamos com 3.500 empresários, empreendedores e profissionais liberais inscritos, tivemos uma média ontem de 1.600 pessoas, nós estamos com 30 panelistas, com 30 speakers dos mais diversos segmentos, 50 stands, além de ser um sucesso de divulgação”.
Na ocasião, Falcão também destacou a importância do setor empresarial para lidar com mazelas que atingem o país, a exemplo da pobreza. “O empreendedorismo é um bom caminho para a redução da pobreza. Eu tenho dito nas minhas entrevistas que, apesar de ser favorável aos programas sociais, no meu entendimento, não existe programa social melhor do que emprego. Não existe programa social para tirar a população baiana e de outros estados da pobreza do que você gerar emprego, gerar oportunidade de negócios, fomentar o empreendedorismo. Quando eu falo emprego, eu não estou falando necessariamente da CLT, mas eu estou falando da pessoa que pode montar sua loja, sua barraquinha de chocolate, de cachorro quente, enfim, microempresário ao grande empresário”, analisou o empresário.
Ainda falando sobre as dificuldades, Falcão se volta par a realidade do país onde são necessárias ações políticas e também do setor privado. “Na área da pobreza, da educação, da segurança, que são desafios que os nossos governantes têm. E aí eu quero citar que esse é um desafio dos nossos governantes, mas eles não podem estar sozinhos. Todos nós temos que fazer a nossa parte. Eu tenho dito também que essa união entre os gestores públicos e os gestores privados irão fazer com que a gente consiga avançar também no aspecto econômico”, incentivou responsável pela iniciativa do Summit de Negócios Made in Bahia.
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