Economia & Mercado
Publicado em 08/11/2026, às 18h32 Reprodução/Redes sociais/Unsplash Antonio Dilson Neto
As mensalidades das escolas particulares devem ficar mais caras em 2027, com reajustes que chegam a 14,9% em algumas instituições. A estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) é de aumentos entre 7% e 10%, acima da inflação de 5,22% projetada pelo mercado financeiro para o fechamento de 2026.
Um levantamento do Grupo Rabbit, consultoria especializada no setor educacional, também aponta uma alta média de 9%. A pesquisa ouviu 580 instituições de ensino. Os percentuais variam de acordo com cada escola, a unidade e a série cursada pelos estudantes.
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Entre os colégios que já comunicaram os novos valores às famílias, o maior reajuste identificado foi o do Colégio Cruzeiro, no Rio de Janeiro.A instituição elevou a previsão inicial de 9,5% para 14,9% após considerar os possíveis custos relacionados às mudanças na jornada de trabalho.
Em São Paulo, o Colégio Bandeirantes anunciou aumentos entre 6,72% e 10,04%, conforme a turma. Já o Saint John, no Rio, informou reajustes de 9% a 13%, dependendo da data de renovação da matrícula.
As instituições apontam diferentes despesas para justificar os reajustes, entre elas os custos com energia elétrica, água, manutenção, material escolar, infraestrutura e tecnologia. A folha de pagamento também aparece entre os principais fatores, especialmente diante dos aumentos salariais dos professores e de outros profissionais.
Outro ponto de preocupação é o impacto das mudanças na jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1. Algumas escolas consideram que a ampliação do descanso semanal pode elevar os gastos com funcionários e professores remunerados por hora-aula e impactará o bolso do cliente.
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