Economia & Mercado

Na Bahia Farm Show, presidente da ACB cobra soluções para logística e defende fortalecimento do setor produtivo

Isabela Suarez lembrou que esta é a segunda participação consecutiva da ACB na Bahia Farm Show  |  David Santana | BNews

Publicado em 12/06/2026, às 17h50   David Santana | BNews   Maiara Lopes

A 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, reafirma a força do agronegócio como um dos principais motores da economia estadual. A avaliação é da presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, que destacou a importância da feira para consolidar a região como referência nacional em inovação, tecnologia e produção agrícola.

Em entrevista ao BNews durante o evento, Isabela ressaltou que a Bahia Farm Show já se consolidou como a maior feira agrícola de tecnologia e inovação do Norte e Nordeste e a segunda maior do Brasil. Segundo ela, o evento evidencia a relevância econômica do Oeste baiano, região que atualmente responde por cerca de 25% da atividade econômica do estado.

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“A Bahia Farm Show consolida uma feira que já é referência nacional e, ao mesmo tempo, mostra tudo o que o Oeste baiano tem produzido. É uma região extremamente importante para a economia da Bahia e que merece cada vez mais atenção e investimentos”, afirmou.

A presidente também destacou a estratégia de interiorização da atuação da ACB, que tem buscado ampliar sua presença em diferentes regiões do estado. Segundo ela, a entidade tem atuado para aproximar Salvador do interior, fortalecendo o diálogo entre empresários, instituições e poder público.

“Se a atividade econômica é relevante, a Associação Comercial precisa estar presente. Estamos trabalhando para aproximar economicamente as diversas regiões da Bahia, articulando pessoas, empresas e instituições em favor do desenvolvimento do estado”, disse.

Isabela lembrou que esta é a segunda participação consecutiva da ACB na Bahia Farm Show e observou um crescimento significativo da estrutura do evento. Para ela, a expansão da feira reflete diretamente o sucesso do agronegócio na região.

“Percebemos visualmente uma ampliação muito expressiva da feira, algo em torno de 35%. Isso demonstra a força do setor produtivo do Oeste e o potencial que ainda existe para crescer”, avaliou.

Apesar do cenário positivo proporcionado pela feira, a presidente da ACB reconheceu que o agronegócio e outros segmentos econômicos enfrentam dificuldades que limitam o avanço dos investimentos e da geração de empregos na Bahia.

Durante a entrevista, Isabela concordou com avaliações feitas por representantes do setor produtivo sobre a desaceleração observada em alguns indicadores econômicos da região.

“Existe uma retração que é visível e que acontece por critérios objetivos. A Bahia ainda enfrenta problemas estruturais importantes, especialmente relacionados à logística e à eficiência dos processos de licenciamento ambiental”, pontuou.

Segundo ela, essas dificuldades impactam diretamente o ambiente de negócios e reduzem a competitividade das empresas instaladas no estado.

“A logística hoje é um dos maiores entraves para qualquer segmento econômico da Bahia. Basta conversar com empresários, industriais ou pequenos empreendedores para perceber que esse é um problema recorrente. É uma questão que precisa ser enfrentada com urgência”, afirmou.

A dirigente informou ainda que a Associação Comercial está construindo uma agenda institucional para apresentar propostas e reivindicações aos órgãos competentes, buscando soluções para os gargalos que afetam o setor produtivo. Entre as prioridades da ACB para os próximos meses, Isabela destacou a defesa dos interesses dos micro e pequenos empresários, segmento que representa a maior parte do tecido econômico brasileiro.

A entidade tem promovido debates sobre temas que podem impactar diretamente a atividade empresarial, incluindo discussões sobre mudanças na legislação trabalhista, como a chamada PEC que trata da redução da jornada de trabalho.

“A nossa preocupação é compreender e alertar sobre os impactos dessas medidas, especialmente para os micro e pequenos empresários, que já enfrentam uma carga significativa de desafios para manter seus negócios funcionando”, explicou.

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