Economia & Mercado

Operador de Vorcaro movimentava US$ 1 bilhão em offshores no exterior

Autoridades investigam as rotas financeiras de Daniel Vorcaro e o papel do grupo Entre nas operações offshores no exterior  |  Divulgação/Banco Master

Publicado em 07/09/2026, às 16h30   Divulgação/Banco Master   Thiago Teixeira

Antonio Carlos Freixo Junior, dono do grupo Entre, é apontado como um dos operadores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — talvez, uma dos principais. A descoberta da Polícia Federal (PF) ocorreu durante o rastreamento dos recursos de Vorcaro em contas offshores (que são criadas no exterior).

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do O Globo, ele é conhecido como Mineiro e administrava offshores com patrimônio total de cerca de US$ 1 bilhão. Foi identificada a participação direta de empresas do grupo Entre no envio ao exterior de recursos do Master, destinados à manutenção de estruturas financeiras em benefício do ex-banqueiro.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Parte deles era enviada por Mineiro para o Mosaic Financial, que os transferia para as offshores de Vorcaro. Foi constatado também pelas autoridades que US$ 200 milhões voltaram ao Brasil desde o final do ano passado. Ou seja, desde o momento em que Vorcaro foi preso pela primeira vez e o Master liquidado.

Sebastião Monteiro, o liquidante do Banco Master, já protocolou no Tribunal de Falências da Flórida um documento listando o Mosaic como parte de uma rede offshore usada para lavar esses recursos. Monteiro pediu que tudo seja congelado.

Nos últimos dias, Mineiro fechou um acordo de delação premiada com a PGR. Foi ele também quem repassou os US$ 12 milhões que Vorcaro deu, a pedido de Flávio Bolsonaro, para supostamente bancar o filme "Dark Horse". O dinheiro foi transferido a um fundo gerido por um amigo de Eduardo Bolsonaro.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsflávio bolsonarooffshoresBanco MasterDaniel VorcaroVorcaro