Economia & Mercado
Publicado em 08/11/2026, às 12h45 Jornal Nacional Thiago Teixeira
Bar climatizado de mais de R$ 22 mil, forno industrial partindo de R$ 47,5 mil, além de travessas de prata estão entre as milhares de peças vendidas em mais de 700 lotes que vieram dos escritórios do Banco Master e do Will Bank, em São Paulo. As peças de luxo vão a leilão na próxima segunda (9).
O valor arrecadado vai ajudar a pagar os credores da maior fraude bancária do país. De acordo com O Globo, os artigos não couberam em um andar inteiro do galpão, na Grande São Paulo. Das salas de espera, sofás e banquetas de grife além de artigos de designers famosos, como uma poltrona, a partir de R$ 12 mil.
A televisão de 98 polegadas veio da diretoria, com lance inicial de R$ 14,7 mil. Geladeira, micro-ondas e liquidificador chegaram do refeitório dos funcionários. Há também um conjunto de 20 cadeiras de uma famosa marca alemã, começando em R$ 98 mil reais.
O leilão ocorre após a crise que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master por ordem do Banco Central (BC), em novembro de 2025, que descobriu graves violações às normas do sistema financeiro — culminando na prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Compliance Zero.
As investigações, que apuram fraudes financeiras bilionárias, apontaram operações que chegaram a R$ 12,7 bilhões em créditos suspeitos. A liquidação exigiu cerca de R$ 41 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir aproximadamente 1,6 milhão de investidores elegíveis.
Em outubro, o BNews já havia traziado que o número de processos pendentes contra o Banco Master na Bahia cresceu 49,99% em um ano e ultrapassou a marca de 12,5 mil casos. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela reportagem com base no painel Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O sistema contabiliza a quantidade de ações em tramitação contra os maiores litigantes do estado. Em 30 de junho de 2026, o banco acumulava 12.535 processos pendentes no polo passivo, posição que o coloca entre os 20 maiores litigantes (reú) da Bahia.
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