Economia & Mercado

Petrobras volta a adiar vigência de contrato polêmico com a Unigel

Segundo análise do TCU, o acordo pode gerar um prejuízo de quase meio bilhão à estatal caso seja executado  |  Divulgação

Publicado em 01/05/2024, às 10h56   Divulgação   Daniel Serrano

A Petrobras decidiu voltar a adiar o início da vigência do polêmico contrato da atual administração com a petroquímica Unigel. A informação é da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

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De acordo com a publicação, o adiamento do contrato aconteceu por dois motivos: o prejuízo de quase meio bilhão de reais que o acordo poderia levar a Petrobras e por conter indícios de "irregularidades graves".

O contrato foi assinado no dia 29 de dezembro e entraria em vigor em fevereiro, quando foi adiado para março, depois para 28 de abril. Agora, a Petrobras adiou o início do acordo por mais 60 dias.

O contrato vem sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o acordo, a Petrobras contrataria a Unigel para a produção de fertilizantes e, em troca, forneceria gás natural para a fabricação e autorizaria a empresa a usar as fábricas da estatal em Sergipe e na Bahia.

Em março, técnicos do TCU pediram a suspensão do contrato, avaliado em R$ 759 milhões, por indícios de irregularidades graves. A análise aponta para um prejuízo de R$ 487 milhões da estatal se for executado o contrato com o grupo Unigel.

A Petrobras comunicou que "a data de início do contrato foi postergada para dar mais tempo para o cumprimento das condições precedentes" e que nenhum pagamento ainda foi realizado.

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