Economia & Mercado

PF nas ruas: Operação mira diretor do Banco Genial e empresário ligado ao Master em esquema de R$ 120 milhões

  |  Reprodução e Divulgação

Publicado em 24/09/2026, às 06h30   Reprodução e Divulgação   Redação Bnews

O diretor do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, ligado às investigações sobre o Banco Master, são alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (24).

A ação cumpre 27 mandados de busca e apreensão em sete estados e investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo a aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana.

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Operação mira executivos e empresários

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal. As buscas foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal de Catanduva e ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

Também participam da ação a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo e as polícias Civil e Militar.

Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos.

Freixo assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Investigação aponta estrutura com fundos e empresas

Segundo o GAECO, o grupo investigado teria criado uma estrutura financeira e societária para assumir o controle da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana, e ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.

A investigação aponta que a aquisição da distribuidora teria sido realizada por meio de fundos e empresas criados especificamente para a transação. Entre as estruturas analisadas estão os fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, além das empresas Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda.

De acordo com o Ministério Público, as duas empresas foram constituídas poucos meses antes da operação de compra da Terrana.

Mais de R$ 120 milhões teriam circulado

O Ministério Público afirma que mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas e contas utilizadas como "contas de passagem".

Os recursos teriam transitado por companhias como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi antes de chegarem à estrutura responsável pela aquisição da Terrana.

A investigação utiliza relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários, informações fornecidas pelo Banco Genial, análise de movimentações financeiras e mensagens extraídas de celulares apreendidos em fases anteriores.

Conversas encontradas pelos investigadores indicariam ainda a utilização de pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para ocultar os verdadeiros controladores dos ativos e da distribuidora.

Quem são os apontados como chefes

O GAECO aponta Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, chamado de "Primo", como os chefes da organização investigada.

Os dois não aparecem, porém, na lista de alvos dos mandados de busca cumpridos nesta terceira fase da operação.

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