Economia & Mercado

Presidente de Federação das Indústrias diz que idiota "é quem trabalha com carteira assinada"

Para dirigente industrial, quem trabalha com carteira assinada perde chances de ser remunerado de forma mais satisfatória  |  Divulgação/Fiemg

Publicado em 06/07/2025, às 08h13   Divulgação/Fiemg   Redação Bnews

O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, criticou políticas sociais e fez um análise da atual conjuntura do mercado de trabalho brasileiro. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele chegou a afirmar que “o idiota é quem trabalha com carteira assinada”, culpando programas como o Bolsa Família pela suposta falta de mão de obra nas indústrias.

Roscoe pontuou que, apesar de o estado ter sido decisivo para a eleição de Lula em 2022, hoje há chances de vitória para um candidato de direita. Na avaliação do dirigente da federação, o governo concentrou-se em medidas populistas em vez de atacar problemas estruturais.

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"Há uma percepção clara de deterioração macroeconômica. Por que o Congresso se rebelou agora com o IOF? Porque todo dia o governo apresenta uma conta nova para a sociedade sem ter feito o seu "para casa" [dever escolar]. Não dá para ficar jogando para a sociedade e, consequentemente, para o Congresso um novo imposto [o IOF] quando estamos batendo recorde de arrecadação. Deputado não foi eleito para ficar criando imposto de três em três meses", disse o presidente.

Ele reclamou ainda da falta de mão de obra qualificada e que o país não avançou com os programas sociais que beneficiem de fato a população. "Temos aí a sensação de pleno emprego, mas as empresas não encontram pessoas para trabalhar . O trabalhador tem a opção de ficar em programa social fazendo bico. Porque ele sabe fazer conta. O brasileiro não é idiota. Ele pensa: 'vou ganhar mil e poucos reais do governo, não vou ter vínculo [de trabalho] com ninguém e faço diárias de R$ 200'", declarou.


"O idiota é quem trabalha com carteira assinada, porque ganha R$ 2 mil, paga imposto, e ainda vai se aposentar com a regra até os 65 anos. O cara que está há 20 anos no programa social se aposenta aos 45 anos. Quem trabalha 20 anos, não se aposenta. Ora, está tudo errado", disse o representante da Fiemg. 

Roscoe cita exemplos na Europa de programas que atingiram seu objetivo. "Na França, que tem programas sociais fortes, se um desocupado inscrito em banco de trabalho recebe três ofertas de emprego e nega, perde o benefício", pontua.

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