Economia & Mercado
Publicado em 16/07/2026, às 18h08 - Atualizado às 18h08 Agência Brasil Daniel Serrano
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, rebateu as críticas feitas pelo governo dos Estados Unidos ao PIX. O sistema brasileiro de pagamento instantâneo foi usado pelos EUA para aplicar a tarifa de 25% anunciada na última quarta-feira (15).
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16), Galípolo afirmou que o PIX como um meio de pagamento "seguro" e "instantâneo", causando inclusão financeira da população brasileira.
"A gente vai seguir sempre fornecendo o PIX como algo gratuito, seguro e instantâneo e seguir na evolução técnica do PIX em cooperação com outros Bancos Centrais para que, cada vez mais, a população brasileira possa ter acesso a serviços financeiros de maneira mais segura, mais rápida e com maior inclusão financeira," disse Galípolo.
"Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos. O custo de transação de você levar fisicamente cheques ou dinheiro físico é altíssimo. Então, o caso da implementação do PIX, ele consegue se configurar como um desses em que ele é benéfico para quem demanda e para quem oferta para o setor público e para o setor privado", acrescentou.
Galípolo revelou ainda que o Banco Central vai estudar maneiras de ampliar termos de cooperação técnica para que o PIX chegue a outros países.
"O Banco Central já assinou com mais de 47 outros bancos centrais termos de cooperação técnica para que o Banco Central possa transferir tecnologia e esses outros bancos centrais possam desenvolver o seu sistema de pagamento instantâneo também. Países como Estados Unidos e a Europa, a China, a Índia, Singapura, uma série de outros bancos centrais, ou já implementou, ou está estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo", afirmou.
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